
Review: Final Fantasy 7 Remake no Switch 2 é um benchmark
Port bem-otimizado? Final Fantasy 7 Remake no Switch 2 acerta no essencial! Veja nossa análise completa
Imagem: Square Enix
inal Fantasy 7 Remake chegou em 2020 para o PS4 e ganhou uma edição remasterizada pouco tempo depois para PS5, se tornando um grande “exclusivo” third party da Sony por anos. Porém, com o tempo ganhou versão para PC e, agora, recebe edições para o Xbox Series e Nintendo Switch 2.
Neste novo relançamento, tivemos acesso antecipado à edição do Switch 2 recentemente e pudemos testar Final Fantasy 7 Remake Intergrade (que já vem com o DLC incluso e melhorias gráficas) para ver como o novo portátil da Nintendo se garante com um jogo de escopo maior.
E, felizmente, as notícias são boas: a Square Enix realizou um excelente trabalho nesta conversão que foca nos elementos principais da experiência, oferecendo excelentes visuais, performance sólida e uma qualidade de imagem surpreendente. Veja o review completo abaixo!

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
O mesmo conteúdo – que é excelente
Para quem não sabe, Final Fantasy 7 Remake Intergrade é um pacote bem completo do primeiro jogo da trilogia: além de trazer visuais melhorados, também oferece o DLC Intermission com Yuffie no pacote. E, para quem é fã ou nunca jogou o original, o pacote do Switch 2 também traz integrado o port de Final Fantasy 7 original.
Há conteúdo de sobra e zerar o Remake garante facilmente 40 horas (ou mais perto das 30 horas, caso não faça muitas atividades secundárias) em uma campanha espetacular. Incompleta, como deve imaginar, mas ainda memorável e com uma boa dose de tempero para pegar alguns de surpresa.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Não vou fazer um review completo de Final Fantasy 7 Remake Intergrade, já que é um jogo com quase 6 anos de idade agora, mas vale lembrar o que faz dele tão bom, seja sua aventura expandida em relação ao original ou seu combate que mistura ação e habilidades por turno de forma elegante.
Há muito valor neste remake e a versão de Switch 2 (ou de Xbox Series) traz as mesmas qualidades e conteúdo do lançamento original, incluindo o excelente DLC Intermission que não só tem uma nova personagem jogável (Yuffie), como também uma trama que se conecta com jogos posteriores e o universo expandido de Final Fantasy 7.
Final Fantasy 7 Remake pode ser incompleto, mas é uma peça espetacular da trilogia que a Square Enix está construindo, modificando elementos do original e modernizando a campanha em níveis altíssimos – além de trazer a mesma duração do jogo original de 1997.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Se você nunca jogou ou gostaria de incluir a jogatina portátil no seu Switch 2, é uma excelente pedida (além de trazer junto no pacote o jogo de 1997, adicionando mais conteúdo).
O que o port tem de bom?
Mas vamos ao que interessa: a versão de Switch 2 é realmente boa? Felizmente, diferente de alguns ports que vimos no passado, sim. Em questão de input lag, qualidade de imagem, efeitos e apresentação visual, Final Fantasy 7 Remake Intergrade entrega tudo que esperamos.
Os efeitos visuais são idênticos ou, quem sabe, quase idênticos a ponto de não ver mudanças bruscas que destoam da versão de PS5. As texturas aparentemente são muito parecidas (resolvendo a infame textura da porta no quarto de Cloud, por exemplo), as sombras são de alta qualidade, as cutscenes são em tempo real e, aparentemente, a compressão de vídeos pré-renderizados é boa.
Mas o que mais me surpreendeu foi a qualidade de imagem. Final Fantasy 7 Remake Intergrade no Switch 2 é bem nítido, seja no modo portátil ou no modo dock. Provavelmente ambos rodam em 1080p (talvez o modo dock com alguma resolução dinâmica acima), mas a nitidez é realmente louvável.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Diferente de Assassin’s Creed Shadows, outro port de Switch 2 recente, Final Fantasy 7 Remake Intergrade tem uma qualidade impressionante e parece brigar com os consoles mais poderosos. Nessas horas, vemos como a solução do DLSS da NVIDIA é superior ao FSR e ao TAAU da Unreal Engine 4 (sim, a versão 4, que é a utilizada no game).
Essa qualidade de resolução eleva bastante a apresentação de Final Fantasy 7 Remake Intergrade, que depende bastante da apresentação com seus aspectos que lembram uma animação em 3D cinematográfica.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
E, em termos de performance, o game roda em 30 fps. Essa é uma parte decepcionante, já que 60 quadros por segundo é sempre o desejado, mas os 30 fps dão conta do recado e praticamente não há quedas, salvo algumas raras exceções.
O que encontrei foi uma experiência polida, muito agradável aos olhos e que não deixa a desejar em relação aos seus concorrentes – salvo algumas pequenas coisinhas.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
O que o port deixa a desejar?
Embora Final Fantasy 7 Remake Intergrade seja muito bom e valha todo o apreço que mencionei acima, é bom lembrar que alguns pontos negativos florescem aqui e ali – nada grosseiro ou que quebre a experiência, mas mesmo assim presente.
Por mais que o DLSS seja excelente em criar uma imagem nítida e que compita com resoluções maiores de outros upscalers, alguma coisa está errada por aqui em alguns detalhes distantes e, principalmente, no cabelo de alguns personagens – especialmente em Cloud.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Além disso, notei que alguns efeitos como o fogo podem ter um aspecto de “textura transparente” que se destaca. Honestamente, não sei se é algo herdado do jogo original ou se foi algum corte para o Switch 2. Na mesma entoada, áreas mais populosas de NPC podem ter um leve borrado em rostos e detalhes distantes, mas esse eu sei que é algo inerente do projeto – e não da versão portátil.
Por fim, como citado antes, Final Fantasy 7 Remake Intergrade roda em apenas 30 fps. É ruim? Não. É bom? Não é ideal (embora perfeitamente jogável), já que, apesar de ser mais cadenciado, ainda é um jogo de ação, mas é compreensível dado o processador do Switch 2 e apenas 10W de potência no modo portátil.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Além disso, problemas antigos se mantêm, como rosto de NPCs genéricos sem esmero, alguns cenários mais pobres visualmente e mais. Contudo, isso já era dessa forma e ainda é necessário relembrar que o projeto chegou originalmente para o PS4.
Final Fantasy 7 Remake Intergrade vale a pena no Switch 2?
Eu ouvi bons relatos desde 2025 sobre o port de Final Fantasy 7 Remake Intergrade para o Switch 2, mas, de fato, a Square Enix acabou criando um novo jogo de benchmark para o pequeno aparelho da Nintendo: mesmo com menos potência que PCs portáteis e muito menos que o Xbox Series ou o PS5, ele não faz feio aqui.
Uma pequena maravilha técnica, ideal para a jogatina portátil, de um jogo que já beirava a nota 10 anteriormente. Há pequenos ajustes aqui e ali, claro, mas no geral é muito impressionante tecnicamente e não fica devendo em muito frente às outras versões.
Final Fantasy 7 Remake Intergrade foi cedido gentilmente pela Square Enix para a realização desta análise.

Final Fantasy 7 Remake Intergrade
Publisher: Square Enix
Desenvolvedora: Square Enix
Plataformas: PS5, Switch 2 e Xbox Series X/S
Lançamento: 22/01/2026
Tempo de review: 10 horas
Final Fantasy 7 Remake no Switch 2 roda em 30 fps, mas traz visuais belíssimos, resolução nítida e muita estabilidade em um espetáculo visual.
Prós
- Excelente campanha com mais de 40 horas
- Port excepcional e com apresentação soberba
- Resolução muito satisfatória no dock e portátil
- DLC e jogo original inclusos no pacote
Contras
- Roda apenas em 30 fps
- Pequenas quedas de frames e problemas











Comentários