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Review: One Piece Grand Gourmet não sacia, mas é bom aperitivo

Saiba tudo sobre One Piece Grand Gourmet no review completo do Flow Games

30.10.2026 às 8:30

Quando o novo jogo One Piece Grand Gourmet foi anunciado no Nintendo Direct, foi difícil não me animar.

Afinal de contas, não só era uma aventura inédita do Bando do Chapéu de Palha, como ela ainda carregava uma estética em pixel art bem charmosa e alinhada com os meus queridos jogos 16 bits. Ou seja, nostalgia pura!

De quebra, o gameplay ainda girava ao redor de gerenciar o seu próprio Baratie, tocando o empreendimento na melhor linha dos cozy games que tanto fazem sucesso ultimamente.

Mas será que vale a pena visitar esse restaurante? Quantas estrelas ele merece? Confira no nosso review completo a seguir!

Um dia na vida empreendedora do Sanji

Nas quase 3 décadas de circulação do mangá de One Piece, o que não faltam são jogos derivados da obra de Eiichiro Oda. Como estamos falando de um shonen, é evidente que a maioria desses jogos oscilam entre os gêneros de ação, luta ou, aqui e ali, um ou outro RPG. Coube à desenvolvedora Kairosoft tentar algo diferente por aqui ao abrir mão da ação totalmente.

A história é bem simples, então não espere nada digno do world building com lore extensa da obra original. Aqui, um grupo de impostores bem familiares para quem já viu a primeira saga logo depois do timeskip está tocando um restaurante Baratie falso para enganar as pessoas.

Luffy e Sanji acabam se separando do bando e, na tentativa de impedir os malfeitores e recuperar a reputação do restaurante de verdade, unem-se a Tori, uma pata robótica, e ao nosso protagonista (que você pode nomear livremente e escolher um entre seis visuais bem simples) para fazer um novo empreendimento culinário.

A partir daí, começa uma longa jornada por diferentes mares em busca do resto do bando e, claro, de um montão de clientes para ajudar o negócio a prosperar em One Piece Grand Gourmet.

One Piece Grand Gourmet review Thomas Schulze

Imagem: One Piece Grand Gourmet

O Luffy, ou melhor, o Loop de gameplay

Em poucos minutos jogando One Piece Grand Gourmet você vai notar que o jogo é um tantinho mais automatizado do que os seus sistemas e menus dão a entender. A simples passagem do tempo e das horas e dias de trabalho no Baratie já garantem que sempre tenha algo acontecendo para que o progresso não pare jamais.

O negócio está sempre crescendo e prosperando, então o que você pode e deve fazer de forma mais ativa é erguer as construções conforme elas são disponibilizadas pelo avanço da trama e objetivos, criando ambientes tematizados e lojas focadas nos artigos do momento.

Cumprir os pedidos da clientela e mandar seu bando em missões automáticas de exploração também garantem novos ingredientes que, por sua vez, podem ser usados para destrancar novas receitas de pratos. O jogador pode, então, montar menus customizados alterando os pratos principais, sobremesas e bebidas em busca do menu mais lucrativo de todos.

Não chega a ser um idle clicker porque há bem mais opções do que vemos em jogos do tipo, mas rapidinho você vai automatizar esses processos todos e, no fim das contas, só vai estar jogando para ver quem mais passa pelo seu restaurante ou não, já que temos centenas de personagens saídos do mangá e anime como clientes em potencial.

One Piece Grand Gourmet

Imagem: One Piece Grand Gourmet

Navegando por mares revoltos

Infelizmente, nem sempre a navegação é tranquila em One Piece Grand Gourmet. No que diz respeito aos controles e interface do PC, a navegação é um problema bem real, e leva muito tempo para se acostumar tanto aos controles pouco intuitivos como às limitações impostas pelo design obtuso das coisas.

Como o jogo também foi pensado para consoles de mesa e mobile, uma interface mais intuitiva para PC acabou ficando de lado, e até o simples ato de arrastar a área de construção de algo pode dar uns nós no cérebro. Foi comum, pelo menos no meu caso, bater cabeça e clicar errado em certos menus, e eu senti muita falta de não poder rodar a câmera para ver melhor o restaurante.

Também me incomodou a falta de efeitos sonoros no jogo, que são virtualmente inexistentes. Isso deixa o processo de clicar pelas janelas de texto bem sem alma, e olha que são muitas janelas. Na verdade, há até um excesso de pop-ups permeando o gameplay, e é difícil conseguir passar mais de um minuto gerenciando em paz sem que algum aviso surpresa apareça na tela quase como um jump scare.

E para isso não parece haver solução, já que receber convidados novos é parte essencial do loop de gameplay. E aí você vai ser sempre avisado disso, de notificações de missões, receitas e muito mais. E aí o que deveria ser cozy acaba virando um pequeno estresse, o que não é lá muito legal.

Vale a pena jogar One Piece Grand Gourmet?

Se você é muito fã de One Piece e curte a ideia de pegar um joguinho de administração bem levinho tanto em sistemas como em visual e design geral, é bem provável que vá tirar boas doses de diversão do One Piece Grand Gourmet.

Para os demais, simplesmente há muitos outros com propostas similares que podem atender melhor ao seu apetite. Há simuladores de gerenciamento e jogos cozy das mais diversas espécies, desde os mais exigentes e hardcore até os mais relaxantes e automatizados.

One Piece Grand Gourmet é bem coeso e redondinho na sua receita, mas ela atende a um tipo de paladar muito específico.

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One Piece Grand Gourmet
7

One Piece Grand Gourmet

Publisher: Bandai Namco

Desenvolvedora: Kairosoft

Plataformas: PC, Nintendo Switch 1 e 2, mobile

Lançamento: 23/10/2026

Tempo de review: 12 horas

One Piece Grand Gourmet acerta ao apostar em um gênero bem fora da curva para a franquia, mas várias pequenas decisões atrapalham o loop de gameplay semi automatizado.

Prós

  • É gostosinho administrar o Baratie
  • Centenas de personagens conhecidos
  • Uma ideia nova e gratificante
  • Boa localização em português

Contras

  • Gameplay automatizado demais
  • Controles pouco intuitivos
  • Excesso de pop-ups no jogo
  • Falta de opção de girar a câmera
  • Poucos efeitos sonoros deixam tudo sem vida
  • Poucas opções para customizar seu protagonista
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