
Review: Final Fantasy 7 Rebirth opera milagres no Switch 2
Final Fantasy 7 Rebirth chega em breve ao Switch 2 e Xbox Series, confira nosso review no portátil da Nintendo
Fonte: Square Enix
m 2024, Final Fantasy 7 Rebirth foi o meu GOTY pessoal: ele trouxe mais de uma centena de horas de conteúdo, minigames aos montes, história robusta, gameplay de altíssima qualidade e incontáveis pontos positivos que o colocam entre os melhores da série. E, em contrapartida, tinha uma apresentação visual com problemas no PS5 base.
E, justamente por isso, tinha minhas dúvidas sobre o port de Switch 2, programado para chegar no dia 3 de junho (além de chegar ao Xbox Series também). Após algum tempo com a versão para o portátil da Nintendo, saí mais do que surpreendido, mas também satisfeito.
A Square Enix realizou um trabalho excelente de conversão em Final Fantasy 7 Rebirth e, embora haja concessões óbvias e previsíveis para o game se encaixar na plataforma, o resultado em tela é muito superior ao que imaginei e traz toda a experiência encaixotada de forma bem competente.
Confira a nossa análise completa abaixo!

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Switch 2 tem o mesmo Final Fantasy 7 Rebirth
Por mais que pareça o mínimo e algo obrigatório, não é raro que alguns ports do passado (inclusive para Switch) tivessem conteúdo a menos que suas versões “originais”, como modos únicos, seções online e mais. Felizmente, a versão de Switch 2 de Final Fantasy 7 Rebirth traz o mesmo conteúdo que vimos no PC e PS5.
E o que você pode esperar? Basicamente, um dos melhores Final Fantasy já criados. Servindo como a segunda parte de uma trilogia que recria os eventos de Final Fantasy 7 original, Final Fantasy 7 Rebirth tem um papel um pouco diferente, seja em narrativa ou em gameplay.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
A trama segue os eventos de Final Fantasy 7 Remake, lançado recentemente no console da Nintendo, e traz uma reviravolta interessante: os personagens não estão mais atrelados ao fim do destino e muita coisa pode mudar, algo que é muito criativo e divertido de acompanhar por si só.
Os papeis de personagens secundários são extremamente expandidos, áreas ganham mais atenção, quests e atividades, expandindo o universo do título original e até incluindo personagens de spin-offs. É um deleite para fãs do jogo original e uma ótima quantidade de conteúdo para novatos.
Em termos de gameplay, Final Fantasy 7 Rebirth também tem uma reviravolta drástica em relação ao seu antecessor, deixando as partes lineares de lado para apresentar seções de mundo aberto recheadíssimas de atividades, seja quests, mini games, desafios e segredos. Além disso, vale lembrar que a versão também traz idiomas em inglês e japonês, além de legendas em PT-BR.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Nesse momento, falar de Final Fantasy 7 Rebirth é quase pregar para convertido. Essa é a terceira vez que faço um review do jogo (a versão original e o port de PC já possuem análises aqui no Flow Games) e recomendo que confiram as críticas originais, mas falta a pergunta mais valiosa: o port vale a pena?
Afinal, do que adianta o título ter tantas qualidades, uma história fantástica e oferecer mais de uma dezena de horas do incrível Queen’s Blood, o melhor jogo de carta possível, se ele não rodar bem, não é mesmo? Porém, felizmente trago boas notícias.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Parte técnica: o que funciona?
Se você viu a nossa análise de Final Fantasy 7 Remake para o Switch 2, deve ter visto que chamei o port de “benchmark da plataforma”, mas que também reforcei que há pontos negativos – embora os positivos excedam bastante as concessões. Mas com Final Fantasy 7 Rebirth eu tinha uma genuína preocupação.
Além de a sequência ser bem maior e mais ambiciosa que o primeiro game, até mesmo o PS5 no modo Performance trazia problemas de resolução e alguns pontos de atenção, então como isso funcionaria em um hardware bem menos potente? Aparentemente, com muita otimização.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Sim, Final Fantasy 7 Rebirth tem alguns downgrades em relação aos outros consoles, mas são elementos que já esperávamos. A parte boa é que o port é muito competente e se assemelha bastante à versão de PS5, embora apenas com a opção de 30 fps.
No geral, senti que os 30 quadros por segundo são sólidos. Algumas cenas de ação ou em batalhas a performance pode cair, mas nunca de forma contínua ou com uma consistência que atrapalhe o andamento da campanha, o que é um ótimo ponto positivo.
E grande parte desse milagre técnico tem nome: DLSS. A tecnologia da NVIDIA tem se tornado a bala de prata de muitos ports de Switch 2 e parece que esse é novamente outro caso bem-sucedido. O modo 60 fps do PS5 sofria por utilizar o TAAU da Unreal Engine 4, enquanto o port de PC pode sofrer em placas AMD ou PCs portáteis, como o ROG Ally, por conta do TAA e TAAU (já que não possui FSR).

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
A qualidade de imagem é muito boa e relativamente bem nítida, seja no modo portátil ou modo dock (que, inclusive, vale mencionar que a única diferença entre os dois é resolução). Há problemas que vou comentar abaixo, mas no geral Final Fantasy 7 Rebirth no Switch 2 é bem satisfatório e bem acima do que eu esperava.
O que acabou me surpreendendo é o quanto uma otimização dedicada pode impactar a experiência. No ROG Xbox Ally X que é bem mais poderoso, os visuais podem até serem melhores, mas a resolução é quase similar, mas há stutterings e outros problemas por não escalar tão bem em dispositivos mais fracos. Se eu tivesse que jogar no Switch 2 ou nele, escolheria o Switch 2 – e isso é raro de acontecer em diversos jogos.
Grande parte dos efeitos de iluminação e direção de arte se mantêm intactos, a qualidade dos modelos 3D é muito boa e há bastante qualidade. Parece um port um pouco reduzido de Final Fantasy 7 Rebirth, sim, mas com uma resolução sólida, excelente apresentação e performance aceitável.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Parte técnica: o que o port deixa a desejar?
É normal que algumas coisas fiquem de fora em um port ambicioso de Switch 2 e Final Fantasy 7 Rebirth não é exceção. Como citei acima, diria que grande parte delas é compreensível e nenhuma é um grande problema para afastar o jogador, mas ainda são tropeços.
Embora a resolução seja satisfatória e o DLSS opere milagres, isso não quer dizer que todo tempo temos o melhor resultado. Embora não tenha como confirmar, é muito provável que a versão de Switch 2 utilize resolução dinâmica ou tenha algum parâmetro diferente no DLSS (podendo ser até mesmo o “DLSS Light” que alguns jogos usam), pois em certos momentos a imagem pode ficar borrada.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Inclusive, em determinadas cenas é como se o recurso estivesse totalmente desligado ou com algum funcionamento inesperado, pois há bastante serrilhado por um segundo (ou até meio segundo). É possível que cenas curtas e bem pesadas não tenham dados de frames anteriores para que o DLSS funcione, mas é apenas teoria.
O principal destaque negativo fica para serrilhados nos cabelos dos personagens, que dependendo da cena se tornam bem evidentes. Outro ponto que acaba incomodando um pouco em Final Fantasy 7 Rebirth de Switch 2 é o efeito de “dithering”, como se houvesse padrões de xadrez em áreas de desoclução de objetos ou em efeitos de transparência.
Além disso, Final Fantasy 7 Rebirth tem um pop-in de texturas, sombras e objetos relativamente perto da câmera, então a todo momento você verá elementos surgindo do nada durante a exploração. Você vai ver geometria carregando, como balões bem quadrados relativamente perto da câmera, além de vegetação e mais. NPCs funcionam de maneira similar, mas o jogo costuma carregá-los ao longe com poses estáticas em vez de mostrar animações – mas acho uma troca ok.


É algo esperado e a própria equipe de desenvolvimento comentou recentemente como teve que reformular o funcionamento do game para encaixá-lo no Switch 2, mas ainda não é um ponto exatamente positivo de ver em tela. Porém, ainda achei satisfatória a distância de renderização do mapa.
Outro elemento que achei abaixo da média foi a qualidade de texturas. Era algo esperado, já que Final Fantasy 7 Rebirth pesa cerca de 96 GB versus os 156 GB de outras versões, mas achei que a equipe foi além de compressão de texturas, substituindo ou usando versões de qualidade bem abaixo.
Muitas delas estarão em objetos menores ou são detalhes menos perceptíveis, mas outras são verdadeiras paredes rochosas que se destacam. Não sei se por limitação de RAM ou para economizar espaço, mas acho que a escala de otimização poderia ser um pouco menos agressiva aqui. Ao menos, os personagens são bem fidedignos e não sofrem desse problema.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Outro ponto importante de notar é que as telas de carregamento serão mais longas do que em outras versões. Toda vez que você realizar um fast travel ou pular cinemáticas, provavelmente aguardará alguns segundos extras (e bem mais longos) que no PS5 ou PC, mas nada que chegue a truncar demais a campanha.
Por fim, por mais que seja esperado ter apenas um modo de performance em 30 fps em Final Fantasy 7 Rebirth, realmente gostaria de ver ao menos um modo para tela de 120 Hz, com 40 fps de objetivo. Sei que talvez seja pedir demais, mas certamente jogar no modo dock (ou portátil de certa forma) seria bem mais interessante. Mas, talvez, seja uma limitação da potência do hardware, já que nem o ROG Xbox Ally X consegue uma façanha parecida.
Eu ainda acho que a soma dos pontos positivos do port superam os negativos. Além disso, são concessões que são esperadas, já que o Switch 2 é um console mais fraco. De qualquer maneira, temos algo bem positivo em mãos e que deve oferecer uma experiência à par de outras plataformas.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Final Fantasy 7 Rebirth no Switch 2 vale a pena?
Sem dúvidas, Final Fantasy 7 Rebirth no Switch 2 surpreende positivamente. Com Remake era esperado o resultado que teríamos, com qualidade de imagem e downgrades previsíveis, mas achei que na sequência teríamos cortes maiores. E não que eles não existam, mas passam longe de comprometer a experiência.
Nem sempre jogos modernos têm conversões bem-sucedidas no portátil da Nintendo. Vimos isso com Assassin’s Creed Shadows (que melhorou bastante desde a estreia, para dar crédito) e alguns outros títulos, mas Rebirth não é um deles.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Claro, não é A melhor experiência possível para o jogo (afinal, há plataformas mais potentes com 60 fps e melhor qualidade de imagem), mas ele sem dúvidas não entra no hall de “conversões ruins”, longe disso. É realmente impressionante o trabalho da Square Enix e usuários de Switch 2 agora terão um jogão em mãos.
Final Fantasy 7 Rebirth foi gentilmente cedido pela Square Enix para a realização desta análise.

Final Fantasy 7 Rebirth
Publisher: Square Enix
Desenvolvedora: Square Enix
Plataformas: Switch 2
Lançamento: 03/06/2026
Tempo de review: 12 horas
Final Fantasy 7 Rebirth no Switch 2 faz bonito e entrega um port muito melhor que o esperado
Prós
- Um dos melhores jogos de 2024 agora no portátil
- Atividades secundárias variadas e em muita quantidade
- História extremamente empolgante e cativante
- Port tem excelente conversão e não deixa a desejar
- Ótima qualidade de imagem e uso do DLSS
- Mantém intacto a direção de arte e elementos do jogo
Contras
- Em alguns momento, há borrões e serrilhados na imagem
- Texturas com qualidade um pouco abaixo do esperado
- Telas de carregamento mais demoradas











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