
Logitech cresce no Brasil e aposta no segmento de corrida
Conversamos com Ricardo Filó, da Logitech, para entender o mercado brasileiro e novidades
Imagem: Logitech
mercado de games tem crescido cada vez mais e essa maré levanta todos os barcos – o Brasil incluso. E, aparentemente, a Logitech é uma das marcas que vem se beneficiando do bom momento. Para entender mais sobre a atual situação, planos e escopo geral, conversamos com Ricardo Filó, Cluster Marketing Head para Brasil e Mexico.
Entre as novidades, Filó comentou sobre voltar a participar de eventos, a distribuição da Logitech no Brasil, novos segmentos que a marca vem atuando e feedback do público. Confira!

Imagem: Logitech
Representação no Brasil cresce
Os últimos anos têm sido bem prósperos para a Logitech. Se você sentiu que mais amigos e pessoas que você acompanha usam produtos da marca, não é por acaso: de acordo com Ricardo Filó, de toda a América Latina, o Brasil consome cerca de 40% da linha gamer para a região inteira.
O nosso país tem se tornado um dos principais mercados da empresa de periféricos. Filó não pode abrir os números, mas confirmou que a companhia teve crescimento de dois dígitos por diversos anos consecutivos por aqui. E o que isso significa? Que o Brasil também tem sido prioridade para receber produtos.

Imagem: Logitech
Nas palavras do executivo, a Logitech traz hoje praticamente todos os itens desenvolvidos na Suíça – com a única exceção sendo o portátil da Logitech, o G Cloud, que serve para jogar em nuvem.
Essa importância acaba desencadeando outro fator interessante na linha de produção também: opiniões do público brasileiro são levadas em conta para o time de desenvolvimento. Esse feedback pode ser tanto por vias formais, como suporte por email e pesquisas oficiais da Logitech, quanto até algumas informais, como mensagens no Instagram.
Entretanto, não é apenas dos consumidores que a Logitech colhe inputs: pro players brasileiros também ajudaram a aperfeiçoar produtos, como foi o caso do jogador KSCERATO da Fúria na produção do mouse X2 Superstrike, último periférico topo de linha lançado por aqui.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
Como sempre, a Logitech tem como diferencial a garantia e suporte no Brasil também, algo que faz diferença em relação aos concorrentes.
Segmento de corrida tem dado bons resultados
Por não ter grandes marcas de acessórios para simuladores de corrida no Brasil de forma oficial, a Logitech acabou abocanhando uma grande parte desse segmento no país. Por um tempo, a marca tinha apenas opções mais de entrada, como o G29 e o G923, dois volantes bons, mas para iniciantes.

A Logitech identificou uma oportunidade de mercado em entrar nos segmentos intermediários e mais profissionais com a linha Direct Drive, ou seja, volantes com feedback mais potente e preciso, começando com o volante e pedais G Pro. Neste momento, a marca talvez seja a única atuando oficialmente no país, já que as demais entram em nosso mercado através de importações de lojas independentes.
Agora a marca tem também o RS50, um volante intermediário de Direct Drive, que também tem a opção de trocar os aros do volante ou até incluir outros produtos do ecossistema, como o H Shifter e o freio de mão especial. E, segundo Ricardo Filó, esse segmento cresceu muito no país após trazer os primeiros produtos.

Imagem: Logitech
Por conta disso, a Logitech vai trazer todos os produtos de corrida para o Brasil. De acordo com Ricardo Filó, por serem produtos mais caros, variando entre R$ 6 a R$ 10 mil, é importante que lojas físicas parceiras tenham para teste os acessórios e volantes, além de estar presente em eventos para as pessoas testarem.
Portanto, acessórios e até peças sobressalentes devem estar disponíveis no nosso mercado, seja para customização para um nível mais avançado ou conjuntos prontos para quem deseja apenas ligar e jogar.

Imagem: Logitech
Como funciona a nomenclatura de produtos?
Se você já procurou por produtos da Logitech, deve ter visto uma grande gama de periféricos com diferentes nomenclaturas. Mas como esses nomes funcionam e o que eles indicam? Essa é uma dúvida comum e aproveitamos para perguntar a Ricardo Filó para ajudar os consumidores também.
Tirando a linha G Pro, que é um segmento voltado para acessórios de eSports ou funções mais específicas, como o mouse G X Superlight 2 ou o fone G Pro X 2, todo o restante segue uma lógica incremental, ou seja: quanto maior o número, mais premium é a linha.

Imagem: Logitech
Isso fica especialmente evidente em mouses, teclados e fones da Logitech. Vamos usar exemplo os mouses: há o G203, o G309, o G403, o G502, o G705 e mais. No geral, quanto maior o número, melhor a qualidade. A casa da centena ímpar implica em linhas sem fio, enquanto as pares são cabeadas (o G203 e o G403 são com fio, enquanto os demais sem fio).
Em fones e teclados a lógica é a mesma, mas às vezes você pode encontrar produtos similares da Logitech mesmo em categorias diferentes. Segundo Ricardo Filó, provavelmente é quando produtos de gerações diferentes convivem. Por exemplo, o fone G522 tem bateria melhor e qualidade de áudio quase igual ao G733, mas o G522 é mais recente e, portanto, tem tecnologias melhoradas mesmo sendo um intermediário.

Imagem: Vini Munhoz/Flow Games
E a linha Astro? O que ela muda em relação à G ou G Pro da Logitech? Sempre que você ver algum produto com Astro no nome, isso implica que ele também é pensado para consoles e deve funcionar com o Switch, PlayStation ou Xbox além do PC (mas sempre consulte para ver se o produto funciona com o seu console).
Logitech volta a apostar em eventos
Se você participou da Gamescom Latam 2026, certamente viu a Logitech por lá. E por que isso é algo a se destacar? Porque a marca esteve ausente de eventos físicos há um tempo, mas agora está prestes a retornar.
Embora a Logitech não tenha confirmado se vai participar também da BGS 2026, a ideia é estar presente em espaços junto ao público, diz Ricardo Filó. Mas, caso você não esteja presente nas grandes feiras, sem problemas: a Logitech tem parcerias com algumas redes varejistas para você experimentar os produtos.

Imagem: Flow Games/Vinicius Munhoz
Segundo Ricardo Filó, no geral as lojas da Kalunga possuem produtos da linha de escritório, enquanto a Fast Shop costuma ter periféricos da linha G e Astro, então você pode dar uma conferida por lá – além de outras lojas, como os pontos físicos da Kabum em São Paulo.











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