
AC Black Flag Resynced elimina loadings e expande combate
Diretores de AC Black Flag Resynced contaram ao Flow Games algumas nuances do aguardado remake. Confira!
Imagem: Ubisoft
ais de uma década após transformar a franquia Assassin's Creed com suas navegações memoráveis, pirataria em mar aberto e muito carisma, AC Black Flag Resynced se prepara para revisitar o clássico de 2013 de maneira totalmente reformulada.
Resynced promete não ser apenas uma atualização visual, mas sim uma reconstrução profunda adaptada ao hardware da atual geração. Em entrevista ao Flow Games, o diretor criativo Paul Fu e o diretor de jogo Richard Knight detalharam como as novas tecnologias permitiram eliminar antigas barreiras e expandir consideravelmente tanto a narrativa quanto as mecânicas de gameplay do original. Confira!
AC Black Flag Resynced: uma visão maior
A transição entre os ambientes terrestres e marítimos sempre foi um desafio na era do PS3 e Xbox 360, com interrupções constantes na experiência. Segundo Richard Knight, a nova versão do motor gráfico Anvil, somada à capacidade de processamento dos consoles modernos, permitiu que, em AC Black Flag Resynced, grandes localizações antes isoladas — como a cidade de Havana — fossem integradas diretamente ao mapa-múndi caribenho. “Agora, o jogador pode navegar, atracar e explorar vilas inteiras sem se deparar com uma única tela de carregamento, criando um ecossistema completamente unificado e orgânico”, explicou.

Imagem: Ubisoft
Além da integração terrestre, a exploração subaquática de AC Black Flag Resynced recebeu uma reformulação massiva que expande a liberdade de locomoção do protagonista Edward Kenway. Knight revelou que o fundo do mar foi “extensivamente modelado de ponta a ponta”, dando aos jogadores a liberdade de mergulhar em praticamente qualquer lugar do oceano. Embora os tradicionais sinos de mergulho continuem sendo necessários para acessar as fossas marinhas, a transição para a água tornou-se fluida e irrestrita, complementada por ilhas revitalizadas e novos segredos escondidos.
“Muitas localizações no original que exigiam uma tela de carregamento – como Havana – estão agora integradas ao mapa do mundo caribenho para você visitar perfeitamente”
— Richard Knight, Diretor de Jogo
A simulação física do próprio oceano, considerado por muitos o verdadeiro protagonista do game, também ganhou retrabalho. De acordo com o diretor, o poder do hardware atual é utilizado diretamente para “calcular a dinâmica das ondas e a forma como elas são renderizadas na tela”. Segundo ele, AC Black Flag Resynced introduz um “sistema inédito de ondas costeiras que conecta dinamicamente a terra e o mar aberto, gerando impactos, respingos e espumas realistas calculados com base na velocidade e força das marés”.
Os caminhos para ressignificar o combate
No que diz respeito ao combate, a equipe de desenvolvimento de AC Black Flag Resynced buscou um caminho focado na pura ação e aventura em vez de adotar o sistema de RPG baseado em níveis de dano ou acúmulo de experiência, tal qual os jogos recentes da série. O diretor criativo Paul Fu revelou que as novas coreografias foram “diretamente influenciadas por vídeos de combos criados por fãs no YouTube ao longo dos anos”. O foco mudou para os comandos de parry e finalizações rápidas, dentro de um sistema que pune erros e premia decisões táticas imediatas do jogador.

Imagem: Ubisoft
“Em AC Black Flag Resynced, os inimigos ao redor [de Edward] podem interromper ativamente o jogador no meio de um combo. Isso o força a se esquivar ou contra-atacar no intervalo entre as eliminações. Além disso, novos arquétipos de inimigos mais avançados bloqueiam golpes automáticos, obrigando o uso estratégico de tiros de pistola no meio da corrente de ataques para romper defesas”, detalhou o diretor criativo.
“O combate se afasta do sistema de RPG para algo focado em ação e aventura, influenciado por fluxogramas de jogos de luta. Isso recompensa a tomada de decisão focada” — Paul Fu, Diretor Criativo
Limitações antigas superadas
No aspecto visual e técnico de AC Black Flag Resynced, limitações antigas foram superadas com a implementação de iluminação global por ray tracing rodando a uma taxa estável de 60 fps (podendo chegar a taxas bem superiores no PC, naturalmente). Paul Fu destacou que todo o universo de Resynced foi reconstruído “sob o conceito de renderização baseada em física”, permitindo que a luz solar e os reflexos na água se espalhem de forma realista pelo Caribe. Os modelos de personagens também ganharam mais vitalidade através da tecnologia de “scattering”, que refina a textura e o visual da pele sob diferentes condições de luz.

Imagem: Ubisoft
Trama intacta, mas há novidades
AC Black Flag Resynced respeita toda a trama pessoal de Edward Kenway, preservando o trabalho clássico de dublagem que marcou os fãs. No entanto, para expandir o universo e as missões já conhecidas, a equipe de desenvolvimento gravou “milhares de novas linhas de diálogo” com o elenco original. Isso permitiu a criação de missões secundárias inéditas focadas nos oficiais da tripulação e em personagens icônicos que não tiveram tanto espaço na versão original.
A maior surpresa narrativa fica por conta de um capítulo final inédito pós-jogo, batizado de “A World Without Gold” (Um Mundo Sem Ouro). “Esse título faz referência direta à famosa frase sobre ganância da pirataria e promete amarrar pontas soltas da trajetória de Kenway”, contaram os devs. Por fim, no que tange aos famigerados trechos no presente, a equipe confirmou a remoção dos segmentos corporativos da Abstergo Entertainment, optando por dar continuidade à história moderna que foi estabelecida em Assassin’s Creed Shadows, enquanto o passado foca exclusivamente em “rifts” narrativos do pirata.
Falta pouco: AC Black Flag Resynced será lançado no dia 9 de julho de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC.
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