
Review: The Adventures of Elliot entrega diversão com pouca história
O The Adventures of Elliot peca no jeito que conta sua história, mas compensa com um mapa e uma jogabilidade divertidos
Imagem: Square Enix
Square Enix vem há algum tempo investindo em jogos HD-2D, lançando até mesmo remakes de grandes franquias. Já a Team Asano, responsável por jogos como Bravely Default e Octopath Traveler, resolveu investir em uma franquia nova com o título The Adventures of Elliot: The Millennium Tales.
O Flow Games teve a chance de testar o The Adventures of Elliot: The Millennium Tales e conta o que achou dele neste review. Confira!
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales peca na história
A Square Enix é bem conhecida por ter grandes tramas por trás de seus jogos e, apesar de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales até ter uma história com uma ideia interessante, ele peca bastante nesse aspecto.
A história do jogo começa com Heura, filha do rei de Huther, protegendo seu reinado de monstros e outras ameaças com uma parede mágica. Ao descobrirem uma ruína no continente de Philabieldia, que pode esconder um grande poder, Elliot, um aventureiro é chamado para investigá-la e logo temos a primeira reviravolta.
Uma das pessoas que era de confiança do reino acaba colocando as suas mãos em um artefato poderoso e coloca em xeque o futuro do reino. Para evitar que as previsões negativas se concretizem, Elliot começa a viajar no tempo atrás deste vilão e por outros motivos, que não entrarei em detalhes para evitar spoilers.

Imagem: reprodução
O grande problema de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales com sua história é que, em praticamente nenhum momento, nós temos algum tipo de profundidade na trama. Até mesmo os eventos mais importantes passam muito rapidamente, restando mais explorar o mapa para que tudo não acabe de repente.
Algo que também me desapontou bastante em The Adventures of Elliot: The Millenium Tales foi o próprio Elliot. A sua origem também é contada de forma breve e, apesar de ele logicamente ser o herói, a sua personalidade é muito certinha e os diálogos dele estão longe de serem cativantes.

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Devido a ser um aventureiro, ele está sempre disposto a ajudar aos outros sem fazer grandes questionamentos. Enquanto isso até pode parecer legal no começo, logo fica evidente que ele não toma muitas decisões e sequer busca algo que seja para si.
Honestamente, ao ter jogado outras obras da Team Asano, eu esperava bem mais da história por aqui. Enquanto um protagonista não muito atrativo pode não ser um problema, até mesmo as aparições do vilão de The Adventures of Elliot: The Millenium Tales são escassas e quase não lutamos diretamente contra ele, o que deixa muitas pontas soltas.
Felizmente, a campanha leva um pouco menos de 30 horas, contando com um pouco de exploração, para ser finalizada e não se alonga muito. Além disso, existem múltiplos finais no jogo, mas as decisões que devemos tomar para mudar o fim da história não ficam claras.
Viagens no tempo para o mesmo lugar que recompensam a exploração
Se a história de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales não é tão interessante, o mesmo não pode ser dito do universo que temos para explorar. Enquanto as viagens no tempo sempre são feitas para o mesmo continente e isso se torna cansativo, o mapa é repleto de segredos e compensa a exploração.
No continente de Philabieldia, diversas dungeons, que são divididas entre templos e ruínas, estão espalhadas para serem exploradas. Muitas delas, como não poderia ser diferente, fazem parte da história, enquanto outras estão ali para conceder novas armas ou aumentar o poder do personagem com alguma recompensa, seja vida ou itens.


Já o que realmente torna tudo divertido em The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é que, ao viajar no tempo, nós podemos revisitar essas dungeons para obter coisas diferentes. Não apenas isso, o seu caminho e demais desafios mudam em cada uma das eras do jogo.
Eu confesso que gastei muito mais tempo explorando essas dungeons do que seguindo apenas a sua história e tive bastante diversão ao fazer isso. A única crítica para as dungeons do The Adventures of Elliot: The Millennium Tales está no fato de elas trazerem poucos puzzles para serem solucionados, que são bem simples na maioria das vezes.
E se existe algo a ser destacado, seja nas dungeons ou na parte aberta de Philabieldia, são os seus belos gráficos em HD-2D. O time da Team Asano com a Claytechworks investiu para trazer ambientes bem diferentes, que nos fazem passar por desertos, florestas, vulcões e até cenários repletos de gelo.



Além das dungeons, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales conta com alguns desafios que servem, em sua maioria, para aumentar a vida ou ensinar uma nova magia para Faie, a fada. Inclusive, minigames para melhorar as magias também marcam presença com atividades simples, mas que são divertidas.
Os diversos aspectos na jogabilidade, como cortar gramas e quebrar vasos, e esse tipo de exploração de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales faz com que ele lembre bastante a série Zelda, mas com um toque especial da Square Enix, principalmente em suas mecânicas.
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales está mais para aventura que RPG
Bem diferente do que foi visto em Octopath Traveler e Bravely Default, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales está mais para um jogo de ação e aventura do que propriamente um RPG. E, honestamente, esse talvez seja um dos trunfos que o tornam tão divertido.
Ao estar no controle apenas de Elliot, nós não temos que passar de nível e nem selecionar classe ou qualquer coisa do tipo. Não apenas isso, se temos uma área desbloqueada, ela pode ser explorada sem o risco de estarmos fracos, restando apenas a nossa habilidade para desviar dos ataques inimigos e derrotá-los.
O combate de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, inclusive, pode ser destacado como uma de suas melhores partes. Basicamente, nós temos um botão para atacar, que pode ser segurado para um ataque mais forte, e um para nos defendermos com um escudo, que vira um “parry” em determinado momento da campanha.

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Saindo deles, só temos botões mais básicos, que servem para usar itens e alternar entre as armas. A parte de magia é controlada de forma um pouco diferente, uma vez que ela é da Faie, uma fadinha, variando com cada poder utilizado. Inclusive, por conta da magia não vir diretamente de Elliot, é até mesmo possível deixar uma pessoa controlar essa parte.
Enquanto as magias não são tão poderosas, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales traz um dos sistemas de itens mais divertidos que testei em um longo tempo. Com os “Magicites”, nós podemos personalizar como a nossa arma se comporta no combate.
Por exemplo, é possível fazer um bumerangue soltar raios para atordoar os inimigos ou fazer com que suas flechas os queimem. Não apenas isso, é possível aumentar alguns status, como dano bruto ou poder crítico.
Além dos inimigos comuns, que até possuem uma boa variedade, os chefões de cada dungeon também são um destaque positivo. Cada um deles possui mecânicas específicas, que podem aumentar o dano recebido ou atordoá-los. Já para os que não gostam de parry, a boa notícia é que essa mecânica é necessária em pouquíssimas ocasiões.


Na prática, toda essa mistura para o combate faz muito sentido, e não existe uma arma que seja pior que a outra, restando apenas ao jogador decidir qual ele quer utilizar. A única parte mais difícil na jogabilidade, fica com a mira, que nem sempre ajuda e sua câmera em partes bem específicas.
Já para atender a todos os jogadores, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales conta com quatro níveis de dificuldade, que mais mudam o dano dos inimigos e padrões de ataques dos chefes. Durante o review, eu joguei o título durante a maior parte do tempo no nível “Hard” e senti que o desafio estava justamente sob medida.
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales vale a pena?
Eu confesso que por ser uma obra da Team Asano e Square Enix, eu esperava um pouco mais da história de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales. Apesar disso, é impossível não comentar as demais qualidades do jogo e que o tornam facilmente recomendável.
Repleto de desafios e com uma mapa que compensa a exploração, a verdade é que a história de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales pode passar facilmente batida. Os templos do jogo são bem elaborados e fato de ter que revisitá-los para poder desbloquear todos os seus segredos funciona extremamente bem.
Além disso, o combate do The Adventures of Elliot: The Millennium Tales funciona muito bem na maior parte do tempo. E o que realmente deixa tudo divertido são as opções diferentes de armas, que podem ter builds personalizadas graças aos Magicites.
Dessa forma, apesar dos seus erros, o The Adventures of Elliot: The Millenium Tales ainda é um jogo incrível e altamente divertido, principalmente, para quem gosta de exploração e dungeons repletas de desafios.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales
Publisher: Square Enix
Desenvolvedora: Team Asano, Claytechworks, Square Enix
Plataformas: PC, Switch 2, PS5 e Xbox Series X|S
Lançamento: 18/06/2026
Tempo de review: 33 horas
Apesar de tropeçar no desenvolvimento de sua história, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales compensa com um mapa recompensador
Prós
- Sistema de Magicites muda as armas
- Combate divertido
- Mapa com muitas dungeons e segredos
Contras
- História fraca
- Protagonista não cativante
- Faltou a opção do idioma em português











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