
Prévia: League Classic não é o clássico, mas é o que queríamos
O League Classic pode até ser um pouco diferente do League of Legends do passado, mas é incrivelmente divertido
Imagem: Regmisaur/Einar Langfjord
onfirmando alguns rumores e para alegrar os jogadores mais nostálgicos, a Riot Games anunciou o League Classic para que o pessoal possa matar saudades dos tempos mais icônicos de seu MOBA. Ao invés de lançá-lo de forma separada, ele chega apenas como um modo de jogo, mas é bem diferente do que temos hoje.
O Flow Games esteve testando o League Classic nos últimos dias e, após carregar e feedar algumas partidas, além testar builds icônicas, conta o que achou. Confira!
League Classic é diferente do League of Legends do passado
Diferentemente do que muitos esperavam, o League Classic não é uma réplica exata do League of Legends de 2013. Enquanto isso pode ser algo frustrante para muitos, na prática, a Riot Games encontrou uma boa fórmula para não deixar o seu título pesado para os padrões atuais ou cansativo a longo prazo.
Em 2013, por exemplo, a maior parte das partidas duravam pelo menos 40 minutos. No League Classic, a média de tempo das minhas partidas foi de pouco menos de 30 minutos, com algum snowball aqui ou ali. Mas o motivo para as partidas estarem realmente mais curtas se dá por conta de mudanças sutis, como no buff do barão para os minions, torres mais frágeis e um sistema de recompensas mais generoso.
Apesar dessas mudanças sugerirem um tom bem diferente em comparação ao League of Legends do passado, outros aspectos são verdadeiramente clássicos. As poções de mana e itens como o Fraco Cristalino são essenciais para não ter que voltar a base a todo momento, fazendo com que o controle de mana seja crucial.

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Outro ponto extremamente positivo é que, praticamente, todas as builds antigas que funcionavam entre 2013 e 2015 funcionam. Por outro lado, muita gente vai estranhar o ritmo das partidas, uma vez que os itens eram bem mais caros e tinham números para status bem diferentes do League of Legends de hoje.
Já um ponto a ser estranhado é que o League Classic traz as trinkets, que não faziam parte do jogo original. Honestamente, eu não vejo problemas nelas estarem presentes no modo jogo e, com a ausência dos itens de suportes normais do LoL moderno, ainda é preciso comprar uma pedra da visão e sentinelas detectoras, fazendo com que o meta ainda pareça antigo.
O mapa em League Classic, apesar de não ser exatamente o original, também é mais simples. Para começar, algumas entradas estão posicionadas levemente diferentes e as alcovas, que chegaram somente em 2019, foram completamente removidas.

Imagem: Riot Games
Não somente isso, apesar da selva ser um pouco mais punitiva e o caçador depender até mesmo do leash para não morrer, algumas coisas são mais simples. No League Classic, os dragões não são elementais e o dragão ancião não existe, tal como os aronguejos.
Os buffs red e blue, muitas vezes, precisam ser concedidos pelo caçador para os personagens das rotas, principalmente mid e ADC. E, assim no League of Legends do passado, isso abre espaço para que os caçadores realizem mais ganks. Como não poderia faltar, ao realizar o campo dos buffs pela primeira vez, os caçadores precisarão da ajuda de seus aliados.

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Os campeões em geral, como esperado, trazem kits bem mais simples, e também mais roubados, mas tudo parece um pouco mais balanceado do que era na temporada 3 ou 4. O motivo para isso é que cada campeão ali está com o melhor kit que já possuiu ou que foi mais popular, fazendo que todos se destaquem mais.
O Twitch, por exemplo, fica invisível de verdade, mas por pouco tempo. Já o Pantheon e Gangplank tem seus kits antigos muito baseados em habilidades targetable, enquanto a Anivia, no nível 3, já consegue dar muito dano. Então, para quem está jogando o League of Legends moderno, algumas mudanças acabam ficando mais gritantes.
Apesar de todo mundo estar um pouco mais roubado, é claro que tem alguns campeões ainda acima da média. O Master Yi AP, por exemplo, é um deles, assim como o Kassadin, caso ele consiga chegar no nível 16 usando sua ult para bem longe e dando silenciar nos inimigos. Mas, no geral, ter mais campeões roubados é melhor do que ter apenas um roubado dando snowball todo jogo.
Skins clássicas e novas podem não combinar com outros elementos
Logo que disponibilizou o League Classic no PBE, as skins clássicas, que são em sua maioria o modelo antigo padrão dos personagens, estarem à venda chamou a atenção da comunidade negativamente. A Riot Games já mudou essa questão, mas a verdade é que ainda tem alguns pontos que não fazem muito sentido.
A Riot Games já confirmou que as skins clássicas, que são os “modelos originais sem skin”, estarão disponíveis de graça. Apesar desse ponto positivo, cromas para as skins clássicas revivem modelos de skins antigas, mas com uma pegadinha, que até entendemos a monetização, mas que não deixa de ser polêmica.
Por exemplo, se você tiver a skin Katarina Mercenária, você poderá jogá-la com seu visual moderno no League Classic. Mas caso queira o seu visual realmente original, você precisará comprar o croma “Katarina Mercenária” para a skin clássica, o que faz praticamente pagarmos duas vezes por uma mesma skin, apesar dos preços estarem reduzidos, ao menos no PBE.

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No caso de modelos modernos, a Riot Games até adiciona alguns contornos nessas skins para deixá-las um pouco diferentes, mas essa não é a melhor solução. Ver modelos antigos misturados com modelos novos faz com que algo pareça estar fora do lugar, além do fato de algumas skins ainda não terem modelos antigos, como o Twitch Vândalo (que sequer pode ser usado) ou o Twitch Cidade do Crime.

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Em relação ao mapa, ele pode até não ser o mesmo que o original lá de 2013, mas as torres são antigas e diversos elementos estão mais quadrados ou com menos texturas. Além disso, ver as partículas antigas dos ataques dos minions faz com que jogadores da velha guarda se sintam mais em casa.
Mais um ponto que pode ser melhorado é na dublagem dos personagens. A Riot Games explicou que está restaurando muitas falas, mas que isso deve demorar. O Dr. Mundo, por exemplo, teve algumas falas restauradas, mas uma de suas mais icônicas frases ainda ficou de fora.
Passe de temporada, runas e outras mecânicas
Algo que o League Classic também trouxe de volta do passado foram as páginas de Runa e talentos. Enquanto os talentos são liberados de forma bem rápida, as runas podem causar um pouco de controvérsia.
O motivo para isso é que as runas precisam ser compradas na loja do League Classic com os League Points do próprio modo de jogo, ou seja, sem envolver RP. Apesar de não ter que gastar dinheiro de verdade ser algo positivo, muitos podem não encarar o grind tão bem assim.

Imagem: Riot Games
Pelo lado positivo, o grind para comprar as runas, ao menos do que foi testado no PBE, não é tão grande quanto era no passado. Além disso, por usar os League Points do próprio modo de jogo, você não precisa decidir entre comprar runa ou campeões.
O passe de temporada do League Classic, por sua vez, ajuda bastante na progressão. Ao jogar partidas e cumprir as missões dele, é possível trocar as moedas obtidas por ícones, skins, retratos e até poder de voto, que ajudará a moldar o futuro do modo.


Com o passe de temporada pago, ao menos no PBE, eu confesso que não tive muitos problemas para comprar os itens da loja, que são divididos em 6 páginas. O número de moedas recebidas em poucas partidas foi mais que o suficiente para eu comprar o que queria.
Já algo que muitos jogadores devem se recordar com traumas é de como era escolher a sua lane correndo para digitar no bate-papo do jogo. Felizmente, o League Classic, adota o mesmo sistema do Wild Rift, em que você escolhe a posição que deseja jogar, mas corre o risco de cair no “preenchimento automático”.
Caso tenha caído na quarta ou quinta posição escolhida, você terá prioridade na próxima partida na sua posição preferida. O sistema não é perfeito, uma vez que cheguei a cair, por exemplo, três vezes seguidas na minha terceira posição predileta. Ainda assim, isso é bem melhor do que havia no passado.
Por último, ainda em relação a essa parte da partida, existem somente dois banimentos por equipe, que são realizados pelo quarto e quinto jogador. Honestamente, tendo em vista que só temos 60 campeões no momento, esse número me pareceu justo.

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League Classic vale a pena?
Eu estive jogando o League Classic desde que lançou no PBE com um ping de aproximadamente 190 ms. Mesmo com todo o lag causado por isso, eu confesso que não me divertia há tempos em Summoner’s Rift como me diverti nesta semana.
O meta do League Classic é realmente divertido e ter os campeões com seus kits originais faz com que tudo pareça mais prático. O fato de as partidas também não demorarem tanto quanto no passado, apesar de entender quem não gostará desta mudança, ajudam a jogar uma partida em sequência da outra sem cansar.
É verdade que me decepcionei um pouco ao ver modelos de skins modernas podendo ser utilizados, além do sistema de monetização e da loja ser um pouco controverso. Esses pontos negativos, no entanto, são bem pequenos e confesso que estou bem ansioso para ver o League Classic no fim de julho, assim como sua evolução, que a Riot Games prometeu ser feita dando voz para os jogadores.











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