
Review: qualidades ofuscam os problemas de Marvel Tokon
Confira a nossa análise completa do lançamento Marvel Tokon Fighting Spirits para PC e PS5
Imagem: Sony
u não sei você, mas eu, pelo menos, andava bem de saco cheio dos personagens da Marvel desde o final de Vingadores Ultimato, quando passamos a receber um monte de séries e filmes de qualidade questionável, ao menos no meu entendimento.
Ainda assim, o anúncio de Marvel Tokon Fighting Souls acabou superando essa birra e chamando bastante a minha atenção. Afinal, estamos falando de um novo jogo de luta da Arc System Works (mais conhecida por tocar a excelente franquia Guilty Gear).
Revelado em junho de 2025, o jogo foi lançado para PC e PS5 no último dia 6 de agosto. É, eu sei que a versão para PC está repleta de controvérsias ao redor da sua má otimização, stuttering e obrigatoriedade de vinculação a uma conta da PSN, mas neste review eu só posso falar sobre o que vivenciei no PlayStation 5, a plataforma que optei por usar antes mesmo de saber desses problemas.

Imagem: Marvel
Como eu não sofri com nenhum desses problemas, a minha sugestão é que você acompanhe tudo sobre essa controvérsia no noticiário aqui do portal do Flow Games. Neste review, eu analisarei a versão de PS5 do Marvel Tokon, colocando uma ressalva sobre o desempenho de PC nos pontos negativos, combinado?
Muita gente em ação… (talvez até demais?)
Marvel Tokon Fighting Souls aposta em um formato de tag mais diferentão, com 4 personagens formando o seu time de uma só vez. Enquanto um personagem atua como líder, principal, e alvo dos seus controles, os outros 3 são associados a botões de assistência.
Mas o pulo do gato é que você pode fazer substituições quase que a qualquer momento, ressalvados alguns sistemas que explicarei mais abaixo, então é não apenas possível, como estimulado, que você mude totalmente de personagem e estilo de jogo a qualquer momento no meio dos combates.

Imagem: PlayStation
Por um lado, isso é diferente o bastante a ponto de conferir a Marvel Tokon identidade própria mas, por outro, eu sinto que a tela pode ficar poluída demais quando você tem assistências demais pipocando pelos dois lados da tela ao mesmo tempo. Temo que isso possa até mesmo atrapalhar um pouco a experiência de assistir partidas na cena de eSports da FGC.
Ao menos jogando online eu ocasionalmente perdia de vista qual exatamente era o personagem exato sendo controlado pelo oponente, e qual era o assist, mas é possível que isso melhore após algumas dezenas de horas de prática, já longe do corrido prazo de produção de review. O jeito é esperar para ver.
Marvel Tokon é um colírio para os olhos
Fora a eventual poluição visual, a ArcSys mostra que ainda domina como poucos a arte de criar jogos que parecem verdadeiros animes e desenhos animados em ação. Cada frame pausado do jogo passaria facilmente por uma animação oficial da Marvel Studios.

Imagem: PlayStation
Me chamou muita atenção o primoroso trabalho de redesign de personagens, com os personagens da Marvel agora ostentando novos visuais ao melhor estilo anime. Não seria absurdo algum ver os novos trajes de personagens como Homem de Ferro, Loki e Pantera Negra e imaginar que eles saíram das páginas de My Hero Academia, por exemplo.
Até mesmo personagens que, ao menos na minha percepção, nunca conseguiram ter muito carisma e apelo visual, agora perecem vibrantes e cheios de vida e energia, como a Miss Marvel, que finalmente ficou palatável para o meu gosto. É claro que esse tema é bastante subjetivo, mas acredito que enquanto os norte-americanos andam meio perdidos na arte de fazer personagens com bom apelo visual, aqui o pessoal da Arc System Works dá um show, e fica até difícil escolher quais são os heróis mais legais.
A campanha principal, estruturada em cinco episódios com mais de 10 subcapítulos cada, é toda contada com um visual que remete diretamente às páginas dos quadrinhos, e vários nomes de peso do ramo colaboraram com a sua criação, como o autor Kieron Gillen, por exemplo. Veja como ficou o modo no gameplay que postei no meu canal, o Aquele Cara:
O capricho não ficou apenas na direção de arte e modelagem dos heróis, se espalhando até para as interações entre eles. É muito divertido ouvir as apresentações, golpes e interações únicas entre os lutadores, ainda que, ao menos no Brasil, tenhamos uma pegadinha e tanto por aqui.
Isso porque, apesar de o time de localização estar repleto de talentos amplamente reconhecidos por seu ótimo trabalho no cinema, com direito a vários dubladores reprisando seus papéis do MCU, um velho problema da Marvel nos videogames retorna pior do que nunca: o excesso de nomes e termos em inglês mesmo quando já temos nomes brasileiros oficializados há décadas. Quem em sã consciência chama o Homem de Ferro de Iron Man?
Vários modos para se divertir
Além da já citada campanha, que dura umas boas 6 horinhas de diversão, o prato principal, como de praxe no gênero, se concentra ao redor de jogar contra outras pessoas, e não contra a CPU em si. Ainda assim, todos os perfis de jogadores foram contemplados por aqui.
Fora a campanha, o segundo modo mais destacado nos menus de Marvel Tokon é o Arcadia Rumble, que mistura um pouco de party game com lutinhas. Dá para jogar tanto sozinho como em multiplayer para até 8 pessoas simultâneas, que aparecem inicialmente como avatares chibi em um grande “tabuleiro” de jogo. Por lá, é preciso coletar power ups e estrelas, o que confere uma certa pegada de Mario Party ao pacote.
O líder não é quem vence mais lutas, mas sim quem carrega mais estrelas por aí, e você pode roubar as estrelas em interações de beat em up simples pelo mapa chibi, ou então competir diretamente por elas em 2 rodadas de pancadaria direta, todas elas intercaladas por 3 rodadas no mapa. É um pouco confuso e difícil de pegar o jeito, mas vale a pena.

Imagem: PlayStation
Vale apontar, no entanto, que eu esbarrei com alguns bugs nesse modo, com meu personagem duas vezes ficando preso no cenário até ser atingido por um rival. Falando em bugs, ao menos até a data de publicação deste texto, o sistema de replays também não estava funcionando direito, e qualquer tentativa de ver replays meus ou de outros jogadores resultava em personagens parados ou movendo-se de forma errática.
Melhor sorte teve o modo de treino, com lições de personagem e desafios de combo bem variados e divertidos de executar. O laboratório de treino do Marvel Tokon também é bem funcional para treinar e aperfeiçoar as suas estratégias, embora a execução aqui seja bastante simplificada, com elos automáticos de combo e especiais sendo executados de forma simples, vários deles com múltiplas rotas e opções de comando a fim de alegrar os mais diversos perfis de jogadores.
Vela a pena jogar Marvel Tokon Fighting Souls?
Marvel Tokon Fighting Souls possui atrativos o bastante para garantir que (quase) todo mundo fique feliz. Fora os donos de PC, que novamente receberam um port com otimização ruim, stuttering e uma inconveniente obrigatoriedade de vinculação de conta com a PSN, no PS5 jogar Marvel Tokon é só alegria.

Imagem: PlayStation / Marvel Tokon
O bom netcode ajuda as partidas a fluírem bem, os modos online casuais e rankeados parecem bem calibrados para esses primeiros dias de jogo, e até quem gosta mais de jogar sozinho vai encontrar muito conteúdo e qualidade no Marvel Tokon.
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Marvel Tokon Fighting Souls
Publisher: Sony Interactive Entertainment
Desenvolvedora: Arc System Works
Plataformas: PS5 e PC
Lançamento: 06/08/2026
Tempo de review: 14 horas
Marvel Tokon Fighting Souls chegou com problemas sérios no PC mas, no PS5, a diversão é garantida com ótimos visuais, modos de jogo variados e bons controles para cada perfil.
Prós
- Gráficos muito bonitos
- Combos gostosos de executar
- Design de personagens excelente
- Trilha sonora matadora
- Muito conteúdo para novatos e veteranos
Contras
- Versão de PC saiu toda bugada
- Alguns bugs nos replays e modo arcadia
- Dublagem esquizofrênica mistura português e inglês











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