
Imagem: Bandai Namco
Review: Ace Combat 8 Wings of Theve voa alto!
Ace Combat 8 traz muita diversão e adrenalina nos combates com caças
Todo mundo tem o seu próprio backlog gamer com clássicos e grandes franquias que, por uma ou outra razão, acabam passando batidas ao longo dos anos. No meu caso, Ace Combat era uma delas até pouquíssimo tempo atrás.
Não tenho nenhuma grande história, epifania ou motivo mirabolante para embasar o ato de finalmente jogar, só sei que desde os primeiros trailers de Ace Combat 8 eu me via bem pilhado com a ideia de pilotar os seus caças em missões repletas de adrenalina.
Tá, talvez tenha ajudado saber que voaria ao lado da gatinha da Tasha Severskaya nas missões, mas a real é que o marketing certeiro me relembrou o quanto eu estava a fim de participar de combates aéreos virtuais.
E aí bateu aquela vontade de vestir um ray-ban e, tal qual o meu xará Tom, subir em um F/A-18 e me sentir em Top Gun. O resultado disso você confere no nosso review completo de Ace Combat 8 Wings of Theve a seguir!

Imagem: Bandai Namco
Rodovia para a Zona de Perigo
Sendo uma criança dos anos 1980, é difícil não se deixar levar pelo apelo de um jato voando rumo ao por do sol. Talvez seja por isso eu sempre me senti bem jogando Ace Combat 8. Ou talvez seja por ele ter um tom muito particular e irado.
Lá pela terceira ou quarta missão da longa campanha com dezenas delas, os personagens conversavam amigavelmente entre si sobre suas preferências musicais enquanto eu apertava um botão, lançava mísseis e acabava com uma vida humana em outro caça.
Isso gera uma dissonância curiosa entre o tom militar mais sério que norteia o briefing detalhado das fases e até mesmo algumas das discussões e arcos explicitamente levantados nas cutscenes, dispostas a discutir o custo humano da guerra e o seu peso no ombro dos indivíduos.
Apesar de pegar emprestados alguns símbolos e signos dos ícones do cinema norte-americano oitentista, o tom do jogo não é exatamente análogo ao de Hollywood, misturando hiperrealismo com personagens que parecem saídos de animes. Essa mistura de sabores gera emoções instigantes:
É como se Tom Clancy estivesse escrevendo um mangá shonen, sem perder o seu apreço por ficções repletas de intriga política.

Imagem: Bandai Namco
Ace Combat 8 e a Arte da Guerra
Em termos de gameplay, eu apreciei tanto o desafio justo como a possibilidade de calibrar as coisas de acordo com o gosto de cada jogador. De cara eu optei por jogar na dificuldade veterano e com os controles mais realistas, mas há 4 opções de dificuldade e 2 opções de controles.
Com os controles de física mais realista, você precisa inclinar o seu jato para o lado para começar a virar em curvas mais fechadas, e então virar com tudo o eixo vertical, o que eu considero bem mais imersivo e divertido. Na outra opção, os controles se assemelham mais ao que você veria em um Star Fox da vida, com a movimentação da nave emulando o empurrar do seu analógico sem precisar levar ângulos em conta.
Em qualquer uma dessas opções, no entanto, a sensação de jogar Ace Combat 8 Wings of Theve me lembrou um pouco outra série que adoro, Gran Turismo. Primeiro porque ambas vão mais para o lado do simcade do que das simulações ao pé da letra, então você não precisa ficar 40 horas lendo manuais para decolar um F/A-18E Super Hornet.

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Mas o outro motivo de pensar em Gran Turismo é ainda mais forte: se o jogo da Polyphony Digital se afirma como uma carta de amor ao automobilismo e à cultura dos carros, me parece justo apontar que Ace Combat 8 também se sente assim com os seus veículos e com a arte da guerra.
Dá gosto observar e cuidar dos seus caças, e os replays das missões que passam logo depois de encerrá-las são quase pornográficos em seus detalhes. É quase um filminho em que você mesmo é o ator principal, vendo as suas manobras e abates por ângulos muito bem selecionados que valorizam tanto as belezas naturais e urbanas dos mapas como o visual dos caças. É de encher os olhos!
Um mundo em conflito
Para um novato como eu, a história e geopolítica de Ace Combat 8 foram um pouco demais para se absorver de uma só vez, mas aos poucos as coisas foram clicando. Como os fãs bem sabem, a aventura se passa em uma Terra alternativa com geografia e nações próprias. Nesse universo, em 2029 temos a Guerra de Sotoa-Usea, travada entre a República de Sotoa e a Federação de Usea Central, com Sotoa mandando uma incursão que quase acaba com a FCU.
Jan Cope, mais conhecido como Rex, é um grande ícone da propaganda militar local e precisa mudar a maré do combate. Só que logo no comecinho da aventura ele é morto, e o nosso protagonista silencioso recebe a missão de assumir o seu papel de Wings of Theve e liderar o esquadrão Joker, que ainda inclui os carismáticos Noise (William Coster), Professor (Ellington Baxter) e, claro, a Tasha, o motivo pelo qual me alistei em primeiro lugar.

Imagem: Bandai Namco
Conforme as fases avançam, é um deleite explorar a variedade de objetivos e cenários aos quais somos expostos. Tem um pouco de tudo, desde dogfights mais abertas e francas, passando por missões de escolta, incursões que dão errado e envolvem retiradas estratégicas, e até mesmo duelos contra máquinas gigantes e chefões inspirados. É coisa para nenhum fã de ação botar defeito.
Companheiros e customização
Eu só lamento que os checkpoints sejam um pouquinho mal espalhados. Como algumas missões podem durar entre 15 e 30 minutos, às vezes era frustrante ter que jogar porções tão grandes de novo por pequenos erros estratégicos, ouvindo diálogos repetidos e revendo situações por erros bobos.
Tudo bem que isso é atenuado pelo fato de que o nosso esquadrão de companheiros é bastante carismático e bem escrito, o tipo de personagens que dá vontade de torcer, acompanhar e proteger. E claro, também podemos dar ordens para eles em tempo real, pedindo cobertura ou direcionando os seus ataques. Eu, pelo menos, achei a sua IA bem boa e funcional.

Imagem: Bandai Namco
Conforme você avança pelas fases de Ace Combat 8, também acumula recursos para investir em melhorias, customizar os seus caças ou até mesmo comprar novas naves. É essencial planejar e explorar bem a árvore de habilidades, já que algumas fases exigirão que você tenha boas ferramentas para lidar com desafios no solo, por exemplo. Você também pode arrumar os caças dos seus aliados ou, se achar que é trabalho demais, deixar que a CPU faça isso automaticamente para você.
Vale a pena jogar Ace Combat 8?
Com a franquia Ace Combat celebrando mais de 30 anos em ação, o estúdio Bandai Namco Aces mandou muito bem na sua missão de manter Ace Combat 8 Wings of Theve acessível para pilotos novatos, como era o meu caso. Há vários tutoriais e modos de treino para que todo mundo consiga começar a jogar sem medo, e eu imagino que os veteranos também vão ficar felizes com a história e variedade de desafios.
O que certamente todo mundo vai gostar de ver é o esmero visual, com gráficos de ponta mostrando alguns dos visuais mais belos da geração. A direção de arte caprichada valoriza cada ambiente e veículo como eles merecem, e garantem que Ace Combat 8 Wings of Theve encante do início ao fim. E agora a minha vontade é de pegar para zerar todos os jogos da franquia!

Imagem: Bandai Namco Ace Combat 8 Wings of Theve
Mas e você, também está animado para jogar Ace Combat 8 Wings of Theve? Conte para a gente nos comentários a seguir!
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Ace Combat 8 Wings of Theve
Publisher: Bandai Namco Entertainment
Desenvolvedora: Bandai Namco Aces
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X/S
Lançamento: 02/10/2026
Tempo de review: 16 horas
Ace Combat 8 Wings of Theve é um jogo de ação espetacular e muito divertido do início ao fim, com boa variedade de missões, desafio bem calibrado e boas opções de customização.
Prós
- Muita diversão nos combates com caças
- Gráficos espetaculares e boa direção de arte
- Boa variedade de objetivos
- Elenco carismático de aliados no esquadrão
Contras
- Checkpoints mal espalhados
- Explicação das missões pode ser meio burocrática demais
- Trama política soa rocambolesca para novatos












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