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Crise de memória RAM vai persistir por 2028 também
Se você está esperando pelo fim da crise de memória RAM, se prepare: 2028 ainda terá problemas
Com a crescente demanda da IA para aumentar data centers, a crise de memória RAM e armazenamento de SSD continua a se agravar – e já sabemos que 2027 pode ser o ápice da escassez. Mas 2028 deve melhorar, certo? Certo. Bom, temos más notícias: segundo o CEO da Micron, empresa do ramo, 2028 seguirá igual ou pior.

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2028 deve continuar com a crise de memória RAM
Em uma reunião de investidores que ocorreu na última segunda (5), Sanjay Mehrotra, CEO da Micron (empresa que produz memória RAM), falou que prevê que a demanda por memória deve superar a capacidade de produção mais uma vez – e que em 2028 deve ser igual.
Vale lembrar que a Micron anunciou em dezembro de 2025 que não produz mais memória para consumidores, então sua fala é apenas para memória de alta velocidade (chamadas de HBM) e DRAM para data centers de IA, mas isso ainda impacta os consumidores: afinal, é mais produção que não chega aos produtos do dia a dia ou para o consumidor como um todo.

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E essa previsão inclui, inclusive, as fábricas da Micron que devem ser inauguradas em 2028. Portanto, mesmo aumentando a produção, a demanda deve exceder o que a companhia consegue produzir.
Segundo o CEO, 75% de toda a memória RAM que será produzida em 2027 (sim, no ano que vem) já está reservada, com discussões de negócios já acontecendo para 2028. E o que isso acarreta? No aumento dos preços. Nas palavras do CEO, os preços de 2027 já estão maiores que o que vemos em 2026.

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Para piorar, Sanjay Mehrotra revelou que não sabe dizer quando a produção vai conseguir igualar a demanda. Portanto, a situação deve se prolongar e ir de encontro às expectativas e previsões que executivos fizeram em 2026.
Corroborando com a situação, Kim Taewoo, executivo da Samsung, também revelou que a produção de HBM (memória de alta velocidade para data centers) vai compor 30% da produção de memória RAM em 2027 (versus 20% em 2026). Ou seja: ainda menor oferta de memórias para consumidores.
Fonte: ArsTechnica












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