
Review: Tales of Eternia Remastered diverte, mas poderia ousar mais
O Tales of Eternia Remastered traz belos gráficos e diverte bastante, mas poderia contar com mais melhorias de vida
Imagem: Bandai Namco
Tales of Eternia original, também conhecido como Tales of Destiny 2, foi lançado ainda em 2000 como um jogo exclusivo do PlayStation 1. Alguns anos depois, mais precisamente em 2005, o título ganhou um port para o PSP.
Sendo considerado um grande RPG da sua época, a Bandai Namco resolveu agora trazer o Tales of Eternia Remastered com melhorias gráficas e algumas outras novidades para modernizá-lo.
O Flow Games teve a chance de Tales of Eternia Remastered e, após muitas horas de jogatina, conta o que achou neste review. Confira!
Tales of Eternia traz história calma e encantadora
Com um pouquinho de mistério no ar, a história de Tales of Eternia começa com uma personagem saindo de Eternia e indo até Inferia, dois planetas que ficam praticamente alinhados fisicamente, mas que possuem muitos mitos e um passado conturbado.
Assim, somos apresentados logo a Reid e Farah, amigos de infância, que querem ajudar Meredy em sua jornada. A apresentação do grupo ocorre de forma bem natural e divertida com alguns eventos, que por boa parte se dão devido ao fato de Meredy não conseguir falar o idioma do novo planeta em que está.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Ainda no primeiro capítulo, outros personagens são apresentados, como Keele e Rad, todos com suas personalidades próprias e pensamentos diferentes. Não apenas isso, também é no primeiro capítulo em que o grande objetivo dos personagens é revelado, sendo este evitar a Grand Fall, que seria a colisão dos planetas Eternia e Inferia.
Toda essa história, claro, faz com que os personagens precisem entender melhor esse evento catastrófico e os faz viajar para diversas partes de ambos os planetas, ganhando novos aliados e descobrindo o que está passando. Na parte de apresentação a Bandai Namco acertou em cheio, sendo que a maior parte dos diálogos são divertidos e acabam não se estendendo.
Já um ponto positivo de Tales of Eternia Remastered é que conversas foram adicionadas na hora de acampar, que não trazem detalhes à história, mas que fazem nos identificar com tudo que está acontecendo. Aqui, vale lembrar, somente a versão japonesa do jogo original contava com eles.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Tales of Eternia traz gráficos pixelart encantadores
Para a parte gráfica, Tales of Eternia Remastered consegue encantar com seus cenários que foram retrabalhados, mas mantendo seus elementos originais intactos. Assim, temos cidades e dungeons bem distintas umas das outras, que chamam bastante a atenção por conta de suas cores utilizadas e até NPCs distintos.



Apesar de os cenários de Tales of Eternia Remastered serem realmente belos, eu confesso que um problema de movimentação dele me incomodou. Em alguns momentos, eu tive dificuldades para identificar com o que podia interagir e até senti “movimentos diagonais” em cenas que não pareciam acompanhá-los.
O World Map de Tales of Eternia Remastered, que é em 3D, até teve seus gráficos melhorados, mas infelizmente ele ainda parece datado em comparação ao restante do jogo. Em compensação, a liberdade que ele dá para ser explorado acaba sendo positiva.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Já para ninguém ficar perdido, igual acontecia no título original, a Bandai Namco adicionou pontos no mapa e mini-mapa para indicar onde está o objetivo principal e as missões opcionais.
Combate de Tales of Eternia tem momentos distintos
O Tales of Eternia Remastered, assim como os outros jogos da série Tales of, conta com combates em tempo real e uma movimentação lateral. Apesar de esse ser um dos pontos altos da franquia, aqui o combate alterna momentos em que funciona bem e em que está datado.
Para começar, o botão principal de ataque é utilizado em conjunto com os direcionais para realizar ataques especiais. Além dele, temos um botão de magia, que também depende do uso do direcional para selecionar o que será usado em combate. que as magias e ataques especiais sejam realizados. Enquanto isso é interessante por não termos que passar por nenhum menu para soltar um golpe, não é sempre que o jogo registra corretamente o que queríamos usar na batalha.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Já outro ponto que preciso admitir é que, enquanto o combate com Keele é satisfatório, o mesmo eu não posso dizer para outros personagens, com exceção feita para Rad, que também usa espada e outras armas similares a de Keele. Felizmente, a IA dos nossos companheiros de grupo funciona bem e eles realmente ajudam no combate, seja para dar dano ou suporte.
Apesar da IA funcionar bem, enquanto outros jogos da série Tales of tem um combate com menos dificuldade, Tales of Eternia Remastered traz uma boa dose de desafio e é necessário aprender a usar o botão de defesa para não se ver sem vida em questão de segundos.
E por falar em dificuldade, além de um bom grind, é preciso ter uma estratégia para conseguir vencer certos chefes. Para isso, enquanto o menu “Strategy” deixa selecionar como os personagens do seu grupo usarão seus ataques e magias, o “Formation” onde cada um deles ficará posicionado.
Outro ponto a ser notado é que Tales of Eternia Remastered tem três modos de controle: automático, semi manual e manual. O automático, como o nome denuncia, é para quando o jogador não quer controlar seus personagens. Já o semi manual ajuda os personagens a se movimentar enquanto não mexe nas magias. Por último, o manual, eu confesso que achei sua movimentação sem ajuda muito travada, apesar de ele dar controle total do personagem.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Já algo que me incomodou no remaster é que ainda não podemos ter mais de 15 unidades de um mesmo item. Verdade seja dita, esse número até que é suficiente para passar pelas dungeons, mas poderia ser apenas opcional, uma vez que Tales of Eternia tem lá seus momentos de dificuldade elevada sem pontos para comprar itens.
Nesses casos, claro, a mecânica de cozinhar, que está presente em muitos outros jogos da série, marca presença. Não é obrigatório utilizá-la para conseguir progredir, mas ela é útil se você prestar sempre atenção por onde passa para liberar suas receitas.
Por último, mas não menos importante, Tales of Eternia Remastered traz algumas funções para facilitar ou até dificultar a vida do jogador. Por exemplo, é possível ativar uma função que dobra a quantidade de ouro obtida ou outra que aumenta o dano causado e recebido, isso sem contar uma opção para evitar ou desligar os encontros aleatórios.
Tales of Eternia Remastered vale a pena?
O Tales of Eternia Remastered é um bom JRPG, que deve agradar principalmente aos jogadores que gostam de títulos com mecânicas mais clássicas. A sua arte em pixel art é simplesmente bela e sua história realmente encanta sendo ao mesmo tempo leve e bem elaborada.
Por sua vez, a falta de legendas em PT-BR e da implementação tanto de mais novidades como de melhorias de vida fazem falta. Além disso, até entendo o combate não ter passado por grandes mudanças. Assim, ele até diverte, mas trará alguns momentos de frustração.
De toda forma, tanto para quem jogou quanto para quem não jogou, Tales of Eternia Remastered pode ser uma opção de JRPG interessante.
Tales of Eternia Remastered foi cedido gentilmente pela Bandai Namco para a realização desta análise.

Tales of Eternia Remastered
Publisher: Bandai Namco Entertainment
Desenvolvedora: TOSE CO., LTD.
Plataformas: PC, Switch 2, Switch, PS5, PS4, Xbox Series X|S e Xbox One
Lançamento: 15/10/2026
Tempo de review: 15 horas
O Tales of Eternia Remastered consegue encantar com sua história e belo pixelart, mas perdeu a chance de trazer mais melhorias de vida e outras novidades
Prós
- Gráficos pixelart encantadores
- História leve e bem elaborada
Contras
- Ausência de legendas PT-BR
- Movimentação travada em cenários e certos combates











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