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Disney Lorcana Coconut: tudo sobre o novo formato

Conheça o formato Coconut de Disney Lorcana, suas regras multiplayer, cartas especiais, decks singleton, três tintas e condição de vitória.

08.09.2026 às 8:37

Coconut parece o nome de um formato inventado por um grupo de amigos depois de uma partida longa demais.

Mas desta vez, a ideia veio da própria Ravensburger.

O chamado [Format Coconut] é uma nova maneira de jogar Disney Lorcana TCG em grupos, utilizando decks construídos ao redor de uma carta especial de personagem, mais conhecido em outros TCG’s como Commander. Ele permite até três tintas, limita quase todo o baralho a uma cópia de cada carta e aumenta a condição de vitória para 25 pontos de lore.

É uma mudança considerável em relação às partidas tradicionais. Em vez de tentar montar a lista mais consistente possível com quatro cópias das melhores cartas, o jogador precisa trabalhar com uma coleção muito mais variada. Além disso, não basta se preocupar com um único adversário: a mesa inteira estará observando quem parece mais perto da vitória.

Antes de separar as cartas, porém, existe um detalhe importante.

Coconut ainda não é um formato finalizado.

Coconut ainda está em beta aberto

A Ravensburger apresentou Coconut como um formato multiplayer em beta aberto. Isso significa que as regras podem mudar, novas opções podem ser acrescentadas e as habilidades atualmente disponíveis ainda poderão receber ajustes.

Até o nome é provisório. A empresa descreve [Format Coconut] como um codinome e utiliza os colchetes sempre que menciona o formato ou suas cartas especiais.

O objetivo da beta é descobrir se a proposta realmente funciona com grupos maiores. A equipe de desenvolvimento deseja criar um ambiente mais amigável para novos jogadores, oferecer uma direção mais clara durante a montagem dos decks e aumentar a variedade entre as partidas.

O formato já havia passado por testes na China e em atividades fechadas durante o Disney Lorcana Challenge de Indianápolis. Depois disso, foi levado ao público em eventos como Gen Con e gamescom, além de ganhar suporte dentro do aplicativo oficial.

Coconut Basket

Portanto, Coconut não chegou para substituir Core, Infinity ou qualquer formato competitivo. Pelo menos por enquanto, trata-se de uma experiência social que a comunidade está ajudando a construir. A explicação completa está no anúncio oficial da beta.

Como funciona o formato Coconut?

As regras básicas são relativamente simples:

  • Cada jogador escolhe uma carta Coconut;
  • O deck pode utilizar até três tipos de tinta;
  • Uma das tintas precisa ser a mesma da carta Coconut escolhida;
  • O deck deve possuir pelo menos 60 cartas;
  • A carta comum associada à Coconut pode aparecer até quatro vezes;
  • Todas as outras cartas ficam limitadas a uma cópia;
  • A partida segue as regras multiplayer de Disney Lorcana TCG;
  • O primeiro jogador a alcançar 25 pontos de lore vence;
  • A Ravensburger recomenda grupos de três ou quatro pessoas.

Essas poucas mudanças transformam completamente a montagem e a condução da partida.

Coconut combina uma personagem central, uma habilidade disponível durante o jogo, três tintas e uma estrutura quase singleton — nome dado aos formatos nos quais cada carta pode aparecer apenas uma vez.

As regras podem ser consultadas no documento oficial de Format Coconut.

O que é uma carta Coconut?

A carta Coconut funciona como a identidade do deck.

Ela representa uma versão específica de uma personagem, possui uma tinta e oferece uma habilidade especial. Essa habilidade serve como ponto de partida para decidir quais cartas, classificações e mecânicas serão utilizadas no baralho.

Durante a beta, as cartas Coconut são consultadas pelo aplicativo oficial de Disney Lorcana TCG. Elas não são embaralhadas entre as 60 cartas. Na prática, ficam disponíveis como uma regra adicional que acompanha o jogador durante a partida.

Cada Coconut também está ligada a uma carta física já existente.

A Coconut de Ariel – Spectacular Singer, por exemplo, permite colocar até quatro cópias de Ariel – Spectacular Singer no deck.

Ariel - Spectacular Singer 2/204 » Disney Lorcana Card Details + Review » Lorcana Player

A exceção vale para essa versão completa da personagem, incluindo o subtítulo. Isso não significa que todas as cartas chamadas Ariel possam aparecer quatro vezes.

Outras versões de Ariel continuam limitadas a uma cópia cada, como qualquer outra carta do baralho.

A carta associada também não precisa necessariamente aparecer quatro vezes. O jogador pode utilizar uma, duas, três ou quatro cópias. Na maioria dos casos, entretanto, as quatro serão interessantes porque representam uma das poucas formas de adicionar consistência ao deck.

Três tintas oferecem muito mais liberdade

Um deck construído tradicionalmente utiliza até duas tintas. Coconut abre espaço para uma terceira, desde que pelo menos uma delas seja a mesma da carta escolhida.

Se a sua Coconut for de Âmbar, o deck obrigatoriamente terá cartas de Âmbar, mas poderá acrescentar até duas outras tintas. Também é perfeitamente permitido construir uma lista com apenas uma ou duas.

A terceira tinta amplia bastante as combinações disponíveis. Um baralho pode reunir a compra de cartas de Ametista, as remoções de Rubi e a aceleração de Safira, por exemplo. Outra lista pode misturar personagens baratos de Âmbar, dano de Aço e ferramentas de Esmeralda para atrapalhar os adversários.

Isso não significa que colocar três tintas seja automaticamente a melhor escolha.

Quanto mais caminhos o deck tenta seguir, maior o risco de virar uma coleção de cartas boas que não conversam entre si. A habilidade Coconut precisa continuar sendo o centro da estratégia.

O formato oferece mais liberdade, mas também pergunta o que você pretende fazer com ela.

Quase todo o deck possui apenas uma cópia de cada carta

A regra singleton é provavelmente a parte mais diferente de Coconut.

Fora a carta associada à personagem escolhida e alguma exceção escrita na própria Coconut, cada carta pode aparecer somente uma vez.

Isso diminui bastante a consistência tradicional. Se você possui apenas uma remoção capaz de resolver determinado problema, não pode contar que ela aparecerá na hora certa. Em compensação, duas partidas com o mesmo deck dificilmente seguirão exatamente o mesmo caminho.

A solução é procurar redundância por função.

Talvez você não possa utilizar quatro cópias da mesma carta de compra, mas pode escolher quatro cartas diferentes que compram ou recuperam recursos. O mesmo raciocínio vale para personagens de custo baixo, remoções, proteção, aceleração de tinta e formas de conquistar lore.

O deck deixa de repetir nomes e passa a repetir trabalhos.

Essa estrutura também dá uma nova utilidade para aquela coleção cheia de cartas interessantes que nunca encontraram espaço em uma lista competitiva. Em Coconut, uma opção um pouco menos eficiente pode ser importante porque cumpre uma função que o baralho precisa repetir.

Também existe um lado menos simples: encontrar 60 cartas diferentes que combinem com a estratégia pode dar mais trabalho do que parece.

As partidas vão até 25 pontos de lore

Em vez dos 20 pontos utilizados normalmente, Coconut termina quando alguém alcança 25 pontos de lore.

Cinco pontos parecem uma diferença pequena, mas representam pelo menos alguns turnos ou buscas adicionais. Em uma partida multiplayer, esse tempo faz bastante diferença.

Um jogador pode até começar rapidamente, mas terá de manter o avanço enquanto dois ou três adversários tentam alcançá-lo. E basta ficar muito perto dos 25 para transformar a própria mesa em alvo coletivo.

Esse é um dos elementos mais divertidos do multiplayer: administrar a impressão de que você está vencendo.

Às vezes, fazer quatro pontos de lore imediatamente é a decisão correta. Em outras, talvez seja melhor manter uma ameaça pronta e evitar anunciar para todo mundo que a partida precisa virar “todos contra você”.

Coconut continua sendo um jogo de cartas, mas a leitura das pessoas ao redor da mesa passa a ter quase tanto valor quanto a leitura das cartas.

O multiplayer muda o valor de várias cartas

Uma carta poderosa no duelo não será necessariamente a melhor escolha em uma mesa com quatro jogadores.

Efeitos que atingem “cada oponente” ou “cada personagem adversário” aumentam de valor porque podem afetar várias pessoas ao mesmo tempo. Já uma remoção que troca uma carta sua por uma única ameaça adversária pode deixar você em desvantagem diante do restante da mesa.

Personagens que conquistam muito lore também chamam mais atenção. Se você colocar uma ameaça enorme em jogo, buscar cinco pontos e ficar completamente exposto, ainda terá de sobreviver aos turnos de todos os outros participantes.

Isso cria algumas preocupações novas:

  • Como controlar a mesa sem gastar todas as cartas da mão?
  • Qual adversário representa o maior perigo naquele momento?
  • Vale a pena remover uma ameaça ou deixar outra pessoa resolver o problema?
  • Seu deck consegue se recuperar depois de uma remoção em massa?
  • Você consegue conquistar os últimos pontos de lore no mesmo turno em que apresenta sua ameaça?

Também aparecem aquelas negociações completamente confiáveis que todo jogador de card game adora fazer.

“Se você não desafiar meu personagem, prometo usar esta remoção no outro jogador.”

Naturalmente, essa promessa continua válida até alguém chegar a 24 pontos de lore.

Quais foram as primeiras cartas Coconut?

O documento inicial da beta apresentou 18 cartas Coconut, com três representantes para cada tinta.

Essas não são necessariamente as únicas opções que existirão durante todo o teste. A Ravensburger informou que pretende experimentar novas cartas e ajustar as atuais de acordo com as opiniões da comunidade.

A lista inicial pode ser consultada no PDF oficial das cartas Coconut.

Âmbar

Ariel – Spectacular Singer recompensa decks de Princesas e canções. Sempre que uma Princesa sua canta uma canção, você conquista uma quantidade de lore igual ao valor de lore daquela personagem.

Pocahontas – Peacekeeper pode escolher uma personagem uma vez durante seu turno. Até o começo do turno seguinte, ela recebe mais um ponto de lore, não pode desafiar e precisa buscar lore caso seja possível. O detalhe interessante é que a habilidade pode influenciar tanto suas personagens quanto as de outro jogador.

Stitch – Rock Star permite jogar gratuitamente uma personagem de custo 2 ou menos da mão uma vez por turno. Se você já controla uma personagem chamada Stitch, essa carta barata pode vir da pilha de descarte. É uma combinação bem convidativa para listas cheias de personagens pequenos.

Ametista

Dumbo – Ninth Wonder of the Universe permite utilizar habilidades que exigem exaurir personagens no mesmo turno em que eles foram jogados. A personagem ainda não poderá buscar lore ou desafiar imediatamente, mas suas habilidades de exaustão ficam disponíveis sem esperar a tinta secar.

Snow White – Merry as the Morning traz uma condição digna de um deck completamente temático. Uma vez por partida, você pode revelar sua mão. Caso tenha uma Branca de Neve e sete ou mais cartas de personagens Sete Anões com nomes diferentes entre a mão, o descarte e a mesa, suas personagens recebem mais dois pontos de lore pelo restante da partida.

Winnie the Pooh – Hunny Wizard gosta de personagens sem habilidades. Sempre que você joga uma dessas cartas, pode pagar uma tinta para comprar outra. É uma forma de transformar personagens normalmente simples em uma fonte constante de recursos.

Esmeralda

Donald Duck – Fred Honeywell reduz em uma tinta o custo necessário para utilizar habilidades Boost. A escolha praticamente entrega o tema do deck: reunir cartas que aproveitam essa mecânica e ativá-las de maneira mais eficiente.

Robin Hood – Sneaky Sleuth possui uma habilidade utilizável uma vez por partida que causa um ponto de dano em cada personagem adversário. Em uma mesa ocupada, esse único ponto pode preparar vários alvos para desafios ou finalizar personagens que já estavam danificados.

Ursula – Deceiver of All fortalece decks de canções. Suas personagens passam a contar como se tivessem um ponto adicional de custo ao cantar, enquanto as personagens chamadas Ursula recebem dois. Isso permite cantar músicas mais caras utilizando personagens que normalmente não conseguiriam.

Rubi

Mickey Mouse – Brave Little Tailor concede Shift 2 para as cartas de personagem Mickey Mouse presentes na mão, no deck e no descarte. A proposta é montar uma lista cheia de versões diferentes do Mickey e colocá-las em jogo por valores reduzidos.

Mr. Incredible – Super Strong recompensa personagens com a classificação Super. Quando um deles entra em jogo, recebe Rush naquele turno e ainda pode exaurir uma personagem adversária que possua menos Força. É uma Coconut preparada para chegar à mesa causando confusão imediatamente.

Sisu – Emboldened Warrior permite que personagens com mais Força do que todas as personagens adversárias busquem lore no turno em que são jogados. O plano é bem direto: colocar a maior criatura da mesa e não perder tempo esperando.

Safira

Moana – Curious Explorer permite colocar uma carta adicional no tinteiro durante seu turno caso você controle uma personagem chamada Moana, Heihei ou Pua. A habilidade acelera o acesso às cartas caras e incentiva uma estratégia baseada nos personagens de Moana.

Mufasa – Ruler of Pride Rock oferece uma aceleração ainda mais explosiva. Uma vez por partida, o jogador pode pagar cinco tintas para colocar as três cartas do topo do deck no tinteiro, viradas para baixo e exauridas.

Nick Wilde – Wily Fox é uma das exceções mais curiosas da beta. Além das quatro cópias de Nick Wilde – Wily Fox, seu deck pode conter até quatro Pawpsicles. Uma vez durante seu turno, você também pode banir quatro itens para conquistar quatro pontos de lore.

Aço

John Silver – Greedy Treasure Seeker protege locais. Cada um de seus locais recebe Resist +1 para cada personagem presente nele. Quanto mais ocupada estiver a localização, mais difícil será removê-la.

Scar – Finally King reduz em uma tinta o primeiro personagem com a classificação Ally que você joga durante seu turno. É uma habilidade simples, mas capaz de gerar bastante vantagem quando ativada repetidamente.

Tinker Bell – Giant Fairy acrescenta um ponto de dano sempre que outra habilidade ou ação sua causa dano a uma personagem adversária. Uma ação que causaria dois passa a causar três, enquanto pequenos efeitos de um ponto se tornam muito mais perigosos.

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Como começar a montar um deck Coconut

O primeiro passo é escolher a Coconut pela habilidade, e não apenas pela personagem.

É claro que montar um deck cheio de Mickeys, Ursulas ou personagens de Moana faz parte da diversão. Ainda assim, você precisa gostar da estratégia proposta pela carta.

Quem escolhe Ariel – Spectacular Singer provavelmente utilizará Princesas e canções. John Silver – Greedy Treasure Seeker pede locais e personagens capazes de ocupá-los. Winnie the Pooh – Hunny Wizard precisa de uma boa quantidade de personagens sem habilidades.

Depois disso, escolha as tintas que completam o plano.

Não adicione uma terceira cor apenas porque a regra permite. Pense no que está faltando. Seu deck precisa de compra de cartas? Remoção? Personagens baratos? Mais formas de aproveitar a habilidade Coconut?

A terceira etapa é montar um núcleo funcional:

  • Cartas para jogar nos primeiros turnos;
  • Opções seguras para colocar no tinteiro;
  • Formas de comprar ou recuperar cartas;
  • Respostas contra personagens perigosos;
  • Maneiras de lidar com mesas muito ocupadas;
  • Personagens capazes de conquistar bastante lore;
  • Uma forma de fechar a partida quando estiver perto dos 25.

Como quase tudo está limitado a uma cópia, procure várias cartas que façam trabalhos parecidos.

Se o deck precisa começar com uma personagem de custo 1, não adianta incluir uma única opção e torcer. Utilize diferentes personagens de custo 1 que contribuam para a estratégia.

O mesmo vale para as cartas não tintáveis. Uma lista singleton ainda pode travar completamente caso a mão fique cheia de cartas que não podem ser colocadas no tinteiro.

Coconut é mais imprevisível, mas o deck não precisa ser completamente caótico.

Coconut é mais barato para começar?

Depende.

A limitação de uma cópia pode ajudar porque o jogador não precisa comprar quatro unidades de todas as cartas mais procuradas. Também existe mais espaço para utilizar comuns, incomuns e opções esquecidas na coleção.

Por outro lado, construir um deck com 60 cartas diferentes exige variedade. Quem começou a jogar recentemente talvez não possua cartas suficientes para preencher todas as funções sem recorrer a várias coleções.

A personagem associada ainda pode representar um custo considerável. Se a estratégia funcionar melhor com quatro cópias de uma carta rara ou disputada, essa parte do deck continuará pesando.

O melhor caminho durante a beta é testar antes de investir demais. As habilidades Coconut podem mudar, novas personagens podem aparecer e algumas interações fortes demais podem ser ajustadas.

Não parece uma boa ideia comprar uma pilha de cartas caras apostando que a versão atual do formato será mantida exatamente como está.

Qual é a diferença entre Coconut e os formatos tradicionais?

As principais mudanças podem ser resumidas assim:

RegraTradicionalCoconut
Número de tintasAté duasAté três, incluindo a tinta da Coconut
Quantidade mínima60 cartas60 cartas
Limite de cópiasAté quatro de cada cartaUma de cada, com exceções
Carta especialNão existeUma Coconut com habilidade própria
Condição de vitória20 pontos de lore25 pontos de lore
Experiência principalDueloMultiplayer
Número recomendadoDois jogadoresTrês ou quatro jogadores

Core e Infinity também possuem regras próprias de legalidade, rotação e cartas permitidas. Coconut ainda não recebeu uma estrutura competitiva final equivalente.

Por isso, não basta pegar um deck Core, adicionar uma terceira tinta e chamá-lo de Coconut. A restrição de cópias e a habilidade especial exigem uma reconstrução quase completa.

Coconut não é simplesmente “multiplayer competitivo”

A própria proposta do formato é mais social.

Isso não significa que as partidas não tenham estratégia. Na verdade, administrar três adversários, uma mesa enorme e dezenas de cartas diferentes pode ser muito mais complicado do que enfrentar uma única lista conhecida.

A diferença está no clima.

Coconut foi pensado para grupos que desejam montar decks ao redor de personagens, descobrir combinações inesperadas e jogar partidas que não se repetem com tanta facilidade. A conversa, as alianças momentâneas e as decisões coletivas fazem parte dessa experiência.

Um campeonato tradicional precisa oferecer regras estáveis, partidas com duração previsível e condições justas de classificação. Coconut ainda está sendo testado justamente porque todos esses pontos podem mudar bastante quando quatro pessoas se sentam à mesma mesa.

Nada impede que as lojas organizem encontros ou noites dedicadas ao formato. Só não devemos tratá-lo como parte confirmada do circuito oficial antes de um novo anúncio da Ravensburger.

Como jogar Coconut durante a beta

As cartas Coconut e suas habilidades estão disponíveis no aplicativo Disney Lorcana TCG Companion.

Dentro do contador de lore, o grupo escolhe a quantidade de participantes e seleciona a Coconut de cada pessoa. Durante a partida, é possível tocar nos ícones para consultar novamente as habilidades escolhidas.

O aplicativo também acompanha a corrida até os 25 pontos.

A Ravensburger criou um canal dedicado ao formato em seu servidor oficial do Discord e está reunindo opiniões dos jogadores. A equipe informou que poderá ajustar as cartas atuais, apresentar novas possibilidades e talvez produzir versões físicas das Coconut no futuro.

Esse “talvez” é importante. Até o momento, não existe uma coleção física de cartas Coconut confirmada para venda.

As regras, a lista inicial e outros documentos podem ser encontrados na página oficial de recursos de Disney Lorcana TCG.

O futuro de Coconut depende da comunidade

Coconut ainda tem várias perguntas para responder.

As habilidades especiais conseguirão permanecer equilibradas? Algumas personagens serão muito mais fortes em grupos de quatro jogadores? A regra singleton continuará funcionando quando o número de cartas Coconut aumentar? O formato receberá produtos próprios? Existirão eventos oficiais?

A beta serve justamente para encontrar essas respostas.

Mesmo em sua primeira versão, a proposta já oferece uma experiência bem diferente. Os jogadores podem utilizar três tintas, recuperar cartas esquecidas da coleção, montar estratégias temáticas e ver personagens assumindo o centro de decks inteiros.

Também precisam lidar com uma verdade universal dos formatos multiplayer: não importa o quanto seu plano seja inteligente, três adversários sempre podem decidir que você não terá mais uma mesa.

Por enquanto, Coconut deve ser encarado como um grande laboratório social de Disney Lorcana TCG. As regras são simples de compreender, mas abrem espaço para uma quantidade enorme de combinações, conversas e jogadas inesperadas.

Só não vale esquecer que tudo ainda pode mudar.

Inclusive o nome.

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