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Disney Lorcana: conheça o deck campeão do Championship Brasil
Frank Karsten venceu o Championship Brasil de Disney Lorcana com um deck Esmeralda e Aço focado em personagens Evasive, controle de mesa e geração eficiente de lore. A estratégia combina pressão desde os primeiros turnos, remoções e administração de recursos.
Frank Karsten usou o deck Esmeralda e Aço para sagrar-se campeão do primeiro Championship de Disney Lorcana no Brasil
Frank Karsten conquistou o Championship Brasil de Disney Lorcana com um deck de Esmeralda e Aço que combina personagens baratos, pressão com Evasive e ferramentas para controlar a mesa. A lista consegue colocar várias ameaças em jogo e dificultar as respostas do adversário, enquanto transforma essa presença em lore, dano e novas cartas.
Pelas interações entre suas peças, o baralho pode ser entendido como uma estratégia de pressão e controle de ritmo. Ele começa a construir sua mesa cedo e utiliza efeitos de remoção e proteção para manter seus personagens produtivos ao longo da partida. Com patos, raposas e uma rainha que ganha jogo, além de estratégias eficientes de remoção.
Personagens evasivos sustentam a pressão
Uma das características mais importantes da lista é a quantidade de personagens com Evasive, habilidade que permite que sejam desafiados apenas por outros personagens com Evasive. Pegasus – Gift for Hercules, White Rabbit – Late Again, Vixey – Forest Friend e Mushu – Stealthy Dragon ajudam a construir essa linha de pressão.


Na prática, esses personagens podem buscar lore enquanto obrigam o oponente a encontrar respostas específicas. Ter um personagem com força alta em campo nem sempre basta para lidar com eles: é necessário conseguir desafiá-los ou utilizar efeitos capazes de removê-los.
Algumas escolhas também facilitam desenvolver a mesa com pouca tinta. White Rabbit pode custar menos no primeiro turno de quem joga em segundo. Já Vixey tem seu custo reduzido quando o jogador controla um personagem chamado Tod, presente na lista com Tod – All Alone.
Elinor transforma a mesa em vantagem
Elinor – Renowned Diplomat é uma das principais conexões entre as diferentes partes do baralho. No fim do turno, se houver três ou mais outros personagens seus exauridos, sua habilidade permite causar um ponto de dano a um personagem adversário, ganhar um ponto de lore e comprar uma carta.

Isso recompensa um plano que o deck já procura executar: manter vários personagens em campo e utilizá-los para buscar lore, desafiar ou cantar. Os evasivos ajudam a sustentar essa mesa, enquanto Elinor acrescenta benefícios ao trabalho realizado por eles.
A decisão sobre quais personagens exaurir passa, portanto, a envolver mais do que a pontuação imediata. Atingir a condição de Elinor pode garantir uma compra importante, completar o dano necessário para eliminar uma ameaça e aproximar o jogador da vitória.
A remoção cresce junto com os personagens
Strength of a Raging Fire é a principal canção de remoção da lista. Ela causa dano a um personagem escolhido de acordo com a quantidade de personagens que seu controlador tem em jogo. Quanto mais desenvolvida estiver a mesa, maior será seu alcance.
Como a canção custa três, um personagem de custo adequado pode cantá-la, preservando tinta para outras jogadas. Isso permite remover uma ameaça e continuar colocando personagens em campo no mesmo turno.
Max Goof – Rebellious Teen complementa essa ferramenta. Ao entrar em jogo, ele permite pagar uma tinta para devolver à mão uma canção de custo três ou menos do descarte. Assim, Strength of a Raging Fire pode ser utilizada novamente.
Ursula – Deceiver atua em outra frente: ao entrar, permite olhar a mão de um oponente e descartar uma canção escolhida. Além de retirar um recurso, ela revela informações que ajudam a planejar os próximos turnos.
A mão pequena também faz parte do plano
Outra característica da construção é a presença de cartas que funcionam melhor quando o jogador mantém poucas cartas na mão.
Mushu – Stealthy Dragon pode gerar uma compra ao buscar lore caso um adversário tenha mais cartas na mão. The Queen – Devious Disguise também recebe um aumento expressivo de força nessa situação.
Angel – Experiment 624 ganha Resist +2 quando seu controlador tem duas cartas ou menos na mão, reduzindo o dano que recebe. Sua outra habilidade permite descartar uma carta durante o turno para causar dois pontos de dano a um personagem escolhido. Ela oferece, portanto, uma forma de interferir na mesa e ajustar o tamanho da própria mão.
Broadway – Sturdy and Strong acrescenta proteção com Bodyguard, mas exige atenção: com três ou mais cartas na mão, ele não pode ficar pronto para realizar ações no turno seguinte. Por outro lado, Angela – Night Warrior ajuda nessa interação ao permitir que as Gárgulas do jogador ignorem esta limitação, além de oferecer um reforço temporário para desafios.
O desafio está em administrar os recursos
Essas interações fazem com que baixar cartas rapidamente possa trazer vantagens, mas manter a mão pequena exige planejamento. É preciso decidir quais recursos virarão tinta, quais serão utilizados e quais devem permanecer disponíveis para responder ao adversário.
A mesma atenção vale para a mesa. Perder vários personagens reduz a pressão de lore, enfraquece Strength of a Raging Fire e dificulta ativar Elinor. Por isso, o piloto precisa avaliar quando pode acelerar a pontuação e quando deve preservar suas peças.
O funcionamento do deck está nessa relação: os personagens constroem a vantagem, as remoções abrem espaço para que continuem atuando e os efeitos de compra ajudam a sustentar a partida. Cada turno exige equilibrar pressão, proteção e recursos para transformar uma mesa bem desenvolvida nos 20 pontos de lore.












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