
Preview: Resident Evil Requiem traz o melhor da franquia
Jogamos mais de 3 horas de Resident Evil Requiem e você confere o primeiro preview do jogo!
Imagem: Capcom
mbora Resident Evil Requiem seja um dos jogos mais aguardado de 2026, confesso que uma pulga ainda morava atrás da minha orelha. Muito foi mostrado, mas quase tudo era do segmento inicial – e a aparição de Leon não me trouxe tanto conforto, apenas um sentimento inexplicável de Resident Evil 6.
Por conta disso, foi bom e surpreendente ter acesso a uma versão prévia de 3 horas da campanha do jogo a convite da Capcom. Após concluir trechos com ambos Leon e Grace, saí da sessão reconfortado, animado e com a maioria das dúvidas e preocupações sanadas.
Caso a campanha se encaminhe para entregar algo similar (ou quem sabe até melhor) do que vi na prévia, Resident Evil Requiem vem forte para estrear não somente entre os melhores títulos de 2026, mas também de toda a série. Confira o nosso preview completo!

Imagem: Capcom
Resident Evil Requiem: 2 jogos em 1 e o melhor da série
A Capcom parece ter deixado bem claro nos trailers e entrevistas, mas jogar Resident Evil Requiem reforça de vez o recado: o nono game da franquia tem claramente dois estilos de gameplay em um só, unindo tanto a ação que vimos nos remakes recentes quanto o terror de arrepiar os pelos do sétimo título.
Contudo, essa ideia não é nova, nem mesmo dentro da própria série. E se você pensou em Resident Evil 6, acertou em cheio. Só que parece que a empresa aprendeu com o passado e não voltou a repetir os mesmos erros – ou ao menos não no período de prévia.

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Na demo que jogamos de Resident Evil Requiem, tínhamos uma espécie de laboratório e/ou mansão para explorarmos (que você certamente a viu nos trailers), dividindo entre Grace e Leon. Eu poderia dizer de certa forma que há conteúdo aproveitável para cada tipo de fã, mas acho que é um pouco além.
Resident Evil Requiem parece se complementar harmoniosamente entre seus estilos. Claro, você talvez prefira o gameplay clássico, cadenciado e mais aterrorizante de Grace ou a ação recheada de dopamina de Leon, mas a realidade é que ter a alternância entre ambos ajuda a manter o ritmo da experiência mais saboroso.
Diferente de jogos como Alan Wake 2, por exemplo, que acaba tendo dois estilos, mas um pouco mais homogêneos, Resident Evil Requiem muda da água para o vinho em cada personagem, sempre nos acolhendo e empolgando de uma maneira diferente que é sempre bem-vinda e empolgante.

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Grace: Resident Evil 7 com esteroides
Para mim, é muito claro que Resident Evil 7 inspirou fortemente os momentos que vamos controlar Grace Ashcrosft durante a campanha de Resident Evil Requiem: os puzzles, a exploração mais atenta e furtiva, os recursos escassos, a confecção de munições e o backtracking intenso.
Grace é inexperiente, mas não indefesa. O problema é que as hordas de inimigos são uma grande ameaça para sua falta de recursos, armas improvisadas e pistolas decadentes, criando um clima de tensão. A atmosfera é sim amedrontadora e ajuda na imersão, mas é a combinação de fatores que realmente cria um clima de tensão.

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Os elementos clássicos da série retornam com Grace, como puzzles que requerem andar por todo o local e encontrar maneiras de progredir, zumbis retornando como a principal ameaça e até mesmo alguns inimigos “stalker”, como Nemesis, Mr. X, Dimitrescu e Jack Baker.
Sim, você não leu errado: Resident Evil Requiem traz alguns perseguidores, no plural, principalmente nos segmentos de Grace. Por conta do retorno dos zumbis (mais ou menos), o nono game parece um misto de Resident Evil 7 com Resident Evil 2 Remake, algo que, particularmente, me agradou muito.

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Ao menos no trecho que jogamos de Resident Evil Requiem, a luz é um tipo de recurso para se levar em consideração e a dinâmica de desligar interruptores para passar despercebido por inimigos em detrimento da visibilidade.
Grace ainda guarda algumas cartas na manga, como a criação de munição ao coletar o sangue dos inimigos com um novo item, upgrades de armas e inventário com moedas que encontra pelo mapa e mais. A única coisa que me incomodou de leve é que, pelo menos por ora, os puzzles continuam simples demais.

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Gostei muito da variedade de inimigos deste trecho também. Zumbis no estilo clássico, “chefões” stalker para se atentar durante a exploração e até mesmo um novo tipo de inimigo, uma espécie de “sereia” que canta pelos corredores e pode alertar os monstrengos próximos caso ela aviste Grace.
Tudo da parte de Grace me relembrou um Resident Evil 7 misturado com algum dos mais próximos do terror, como o 2 Remake. Realmente gostei e acho que a personagem terá uma campanha muito proveitosa em Resident Evil Requiem.

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Leon: Resident Evil 4 com esteroides
Se Grace vai mais para o terror, Leon vai para uma ação de ainda mais alta octanagem do que vimos em Resident Evil 4 Remake. Além de sua expertise, o protagonista traz ainda mais combos insanos, um machado para executar os monstrengos, golpes mais legais e até mesmo o retorno de uma mecânica de Resident Evil 6.
Se você, assim como eu, estava com um pé atrás de que a sessão de Leon poderia ser rápida e frenética até demais, pelo menos por ora posso dizer que não estou mais preocupado (afinal, eram apenas 3 horas e em um segmento específico da campanha de Resident Evil Requiem).

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Por conta dos cenários claustrofóbicos compartilhados com Grace, mas com uma quantia muito maior de inimigos, Leon tem sua própria dose de “terror” (se é que podemos chamar assim), mas com um espaço muito mais amplo para florescer as habilidades de um agente de elite e experiente. Com ele, as máquinas de escrever, baús e puzzles ficam de escanteio, dando lugar para algo mais eletrizante.
Nunca achei que Resident Evil Requiem ultrapassa a dose letal para quebrar a barreira do terror e entrar em um território puramente de ação – embora chegue perto, mas não como Resident Evil 6 fez. A grande vantagem é que, mecanicamente, Leon é extremamente divertido e recheado de truques para explorar.

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Além de seu machado, que tem ataques leve e pesados (e precisa ser afiado), o nosso querido protagonista exibe seus clássicos movimentos de Resident Evil 4 e até mesmo utiliza a mecânica de execuções de Resident Evil 6 ao apertar L2 + R2, garantindo animações especiais sensacionais de ver em tela.
De certa forma, é quase como se o cenário se expandisse e víssemos os mesmos locais de forma mais abrangente, mesmo que não seja o caso. Leon tem uma amplitude maior, mais acelerada e não compartilha das mesmas mecânicas de Grace, o que inclui puzzles, alguns colecionáveis e até mesmo um espaço muito, mas muito maior de inventário.
Leon mantém seu sarcasmo e bom humor, mas ainda quero ver como a história vai se desenrolar, pois o encontro dele com Grace é breve e, aparentemente, há surpresas para o futuro do personagem.

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E as perspectivas? 1ª pessoa ou 3ª pessoa?
Se você acompanhou até agora, deve ter notado que não comentei sobre a perspectiva de câmera de Resident Evil Requiem. Isso porque, segundo a Capcom, cabe ao jogador escolher jogar entre 1ª ou 3ª pessoa. Mas como isso funciona na prática?
A escolha é sua, claro, e você pode achar da forma que achar melhor. Contudo, o recomendado era jogar em 1ª pessoa com Grace para aumentar o terror, a imersão e a sensação claustrofóbica, enquanto para Leon é recomendado a câmera em 3ª pessoa para aproveitar a ação.

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Essa recomendação me pareceu perfeitamente ajustada e eleva o melhor de cada personagem. Porém, como o nome diz, é apenas um guia, e você pode optar pela forma que achar melhor – embora a ação desenfreada de Leon pareça um pouco “fora de tom” em 1ª pessoa.
Mas fica o elogio: a Capcom tem confiança de que Resident Evil Requiem funciona de ambas as formas e em qualquer um dos personagens, algo bem positivo.

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Resident Evil Requiem parece muito mais promissor do que imaginei
Eu sei que 3 horas é um período curto, mas saí surpreso com o que joguei de Resident Evil Requiem. O preview me ajudou a acalmar os ânimos e ver que a Capcom realmente está cozinhando algo refinado e longe dos erros do passado.
Se a campanha será maior do que vimos recentemente ou entregar algo genuinamente bom do começo ao fim, teremos que parar para ver. Resident Evil Village é um tanto esquecível e Resident Evil 3 Remake já me deu essa falsa sensação de segurança no passado durante um preview, mas prefiro ser otimista.

Imagem: Capcom
Por ora, Resident Evil Requiem entrega tudo que todos os tipos de fãs querem, como gráficos bonitos (e bem estável em nossa jogatina no PS5 Pro, que exibia ray tracing em 60 fps), campanhas distintas, volta dos zumbis e Racoon City, terror e até mesmo ação na dose certa. E, dessa vez, espero encontrar algo ainda melhor no produto final.
Resident Evil Requiem chega ao PC, PS5, Xbox Series e Nintendo Switch 2 no dia 27 de fevereiro deste ano.










Comentários
Estou no aguardo para 27/02.Otima previe.