
Review: Alienware Area-51 é um excelente notebook gamer
Apesar de acertar em muitos pontos e oferecer uma performance muito boa, o Alienware Area-51 ainda poderia ser melhor
Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Alienware Area-51 chegou ao Brasil no ano passado tendo foco nos jogadores que buscam o melhor desempenho possível em um notebook com um hardware robusto em suas especificações.
O Flow Games recebeu uma unidade do Alienware Area-51 para testes e, após jogar muito e realizar outras atividades, conta o que achou dele neste review. Confira!
Design e acabamento
Um dos grandes destaques do Alienware Area-51 fica com o seu acabamento premium que conta com um chassi totalmente em alumínio anodizado. No entanto, o grande diferencial mesmo está em sua cor azul petróleo e pela iluminação RGB presente em sua parte traseira.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
A dobradiça com o mecanismo Zero hinge também garante movimentos suaves na hora de abrir ou fechar o notebook até mesmo com somente uma mão. Mas para o lado negativo, o Alienware Area-51 pesa em torno de 3,40 kg, o que faz com que ele seja um dos notebooks mais pesados que testamos recentemente, isso sem contar a sua fonte que possui um tamanho generoso.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Algo em que a Dell acerta é no posicionamento das saídas de ar quente, que ficam localizadas tanto em suas partes laterais quanto traseiras. Enquanto nas laterais pode soar algo negativo para algumas pessoas, a verdade é que aqui elas estão bem recuadas.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
As principais conexões do Alienware Area-51 estão localizadas na sua parte traseira, sendo estas:
- 3 portas USB Tipo-A 3.2 Gen 1
- 2 portas Thunderbolt 4
- 1 porta USB-C com adaptador incluso no kit para RJ45
- 1 saída HDMI 2.1
Já nas laterais do notebook estão presentes um slot para cartão SD e saída para fone de ouvido. O único problema referente a conexões é que, caso queira usar um cabo de rede, você perde uma das portas USB, sendo esta a única tipo-C.
Tela e som
O Alienware Area-51 vem equipado com tela de 16 polegadas com painel do tipo IPS, nível de brilho até 500 nits. A sua resolução é de 2560 x 1600 pixels com taxa de atualização máxima de 240 Hz, incluindo suporte ao NVIDIA G-SYNC.
De forma geral, ao conseguir cobrir 100% do padrão DCI-P3, o Alienware Area-51 ainda consegue exibir cores vivas para um painel do tipo IPS. Além disso, durante os meus testes, eu não tive problemas com reflexo na tela mesmo usando o notebook em ambientes bem iluminados.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Um ponto bem negativo a ser ressaltado é que o notebook não traz o suporte ao HDR para jogos, apenas para streaming de vídeos. A Dell até tenta compensar a situação com o Dolby Vision, mas a solução ainda não é a ideal, fazendo com que o notebook decepcione neste quesito.
Para a parte sonora, o Alienware Area-51 conta com 2 Woofer de 2 W e 2 Tweeter de 2 W. Na prática, o som entregue pelo notebook é excelente com graves em evidência e sem qualquer tipo de distorção.
Ainda nesse quesito, vale notar que temos o suporte ao Dolby Atmos, que deixa a qualidade do som melhor, principalmente na hora de jogar. Em nossos testes, no entanto, na hora de escutar música pelo navegador, o volume ficava um pouco descontrolado aumentando e diminuindo aleatoriamente.
Teclado e trackpad
Na questão do teclado, a Alienware foi bem certeira em suas escolhas para o Area-51. Para começar, ele vem no padrão ABNT2. Já a parte multimídia está dividida entre as “teclas F” e teclas dedicadas para o controle do volume.
O conforto aqui para digitar também é excelente com teclas que requerem um bom nível de pressão para serem acionadas. E para completar, ele ainda conta com um backlight eficiente que pode ser personalizado por teclas.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
O touchpad, por outro lado, responde bem com bastante suavidade até mesmo para movimentos longos. Algo também importante a ser mencionado é que não tive qualquer problema com cliques acidentais.
Desempenho e autonomia
Para a parte mais interessante de um notebook gamer, que é o desempenho, o Alienware Area-51 não desaponta com uma das melhores configurações que podemos encontrar no Brasil.
Antes de entrarmos nos detalhes de como o Alienware Area-51 se saiu nos jogos, vamos rever quais suas especificações:
- Processador Intel Core Ultra 9 275HX
- 64 GB de memória RAM DDR5 (existe um modelo com 32 GB)
- Placa de vídeo RTX 5070
- 1 TB de SSD M.2
Algo importante a ser notado é que o Alienware Area-51 traz uma boa possibilidade de upgrades. O modelo com 64 GB de memória já vem com ambos os slots ocupados, mas pode ser ainda incrementado. Já para SSDs, ao todo, o notebook traz três slots M.2 com suporte ao padrão 2280, sendo que um deles também é Gen5.
Para testar o desempenho em jogos, o Flow Games optou por rodar jogos recentes e pesados configurados para rodar na resolução original do notebook. No entanto, vale notar que usamos o DLSS em todos os títulos com e sem a geração de quadros ativada.
No Dying Light the Beast com as configurações gráficas no Alto e com o DLSS qualidade, a média foi de estáveis 67 FPS. Já ao ligar a geração em 2X, a média saltou para 110 FPS.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Já em Clair Obscur Expedition 33, também com tudo no alto e DLSS qualidade, a média foi mais variável. Enquanto nos cenários a média foi 70 FPS, nas batalhas ela caiu para 61 FPS. Com a geração de quadros em 2X, a média foi 110 FPS nos cenários e 100 FPS nas batalhas.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
O Screamer, por sua vez, foi um dos jogos que rodou com maior qualidade no Alienware Area-51. Com tudo no máximo, a sua média foi de 77 FPS, enquanto com a geração de quadros em 2X foi para 123 FPS.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Em Resident Evil Requiem, a performance foi excelente, mas é necessário algumas ponderações. Com as configurações gráficas no alto, upscaling no baixo e iluminação e sombras no baixo, a média foi de 160 FPS e de 190 FPS com a geração de quadros em 2X.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Ainda no Requiem, com o Ray Tracing ativado usando as mesmas configurações acima, a média foi de 120 FPS ou de 133 FPS com a geração de quadros em 2X. Por último, foi possível rodar o título com tudo no alto e até mesmo Ray Tracing ativado com 108 FPS de média, mas durante os testes o jogo começou a apresentar travamentos, provavelmente relacionados a falta de VRAM.
Como foi possível observar nos testes, o Alienware Area-51 não decepciona quando o assunto é desempenho. Além disso, as temperaturas se mantiveram dentro de níveis bastante aceitáveis, sendo o valor máximo registrado de 91 °C para o processador e 86 °C para a GPU.
Em relação a autonomia, fora da tomada, o Alienware Area-51 não surpreende, mas também não faz feio. Foi possível utilizá-lo para tarefas comuns, como navegar e ver filmes ou séries, por pouco mais de 6 horas.
Software
O Alienware Area-51 vem com o Windows 11 pré-instalado, que pode ser tanto na versão Home quanto Professional. Além dele, assim como ocorre em outros produtos da linha, ele vem com o Alienware Command Center que permite realizar diversas configurações.
O Alienware Command Center está com uma interface moderna e que ao mesmo tempo consegue ser bem simplificada. Isso é positivo, uma vez que poucos cliques são necessários, por exemplo, para trocar o modo de desempenho. Na prática, os modos não alteram tanto a performance, mas ainda cumprem o seu papel quando o assunto é deixar o notebook silencioso ou as temperaturas menores.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Ainda no Alienware Command Center, trocar os efeitos de iluminação RGB tanto da parte traseira do Alienware Area-51 quanto do backlight do teclado é extremamente simples.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Além do Alienware Command Center, o Alienware Area-51 vem com o Dolby Access para fazermos ajustes no Dolby Audio e Dolby Vision. Enquanto isso, o Intel Killer é mais técnico e permite monitorar os recursos referentes à rede.
De forma geral, eu gostei que a Dell não colocou muitos softwares pré-instalados e deixou o Microsoft Defender como o responsável pela proteção, evitando softwares em versão de testes de terceiros. Ainda assim, eu tive um pequeno problema.
Por conta de algum serviço rodando de fundo, o som do notebook sumiu uma vez após atualizar o driver de vídeo, apesar do ícone de “volume” estar presente na bandeja do sistema. Reinstalar o driver de som até ameaçou fazer o mesmo voltar, mas ele só voltou a funcionar de verdade quando rodei a solução de reprodução de som do Windows.
Isso sugere que algum processo de um dos programas pré-instalados estaria interferindo nos serviços do Windows 11 referente ao som. Felizmente, uma vez solucionado o problema, eu não voltei a sofrer com o bug.
Preço e disponibilidade
O Alienware Area-51 foi lançado no mês de setembro de 2025 e pode ser encontrado no site oficial da Dell com preços a partir de R$ 19.998. O modelo testado pelo Flow Games, com 64 GB de memória RAM e Windows 11 Home, está saindo por R$ 23.498.
Alienware Area-51 vale a pena?
O Alienware Area-51 é sem dúvidas um dos melhores notebooks do momento. Para começo de conversa, a qualidade encontrada em seu acabamento é acima da média, tanto na parte visual, quanto pela qualidade e até mesmo na dobradiça Zero hinge, que garantem abrir a tela com movimentos sutis.
Por outro lado, o Alienware Area-51 é um dos notebooks mais pesados que testamos recentemente. Além disso, a sua tela ser IPS e não contar com o suporte ao HDR para jogos é um grande contra.
Em relação a performance, o Alienware Area-51 surpreendeu positivamente dando conta de rodar jogos pesados e recém-lançados. É verdade que, devido a alta resolução de sua tela, o DLSS teve que ser acionado, mas isso não comprometeu a experiência.
O seu preço ainda está um pouco acima da média quando o comparamos com outros notebooks oferecendo configurações similares, mas é inegável que o Alienware Area-51 é um excelente notebook gamer.

Alienware Area-51
O Alienware Area-51 é um notebook gamer que entrega excelente desempenho, mas poderia ser melhor considerando sua faixa de preço
Prós
- Acabamento premium com detalhes RGB
- Desempenho excelente em jogos
- Teclado e touchpad confortál
Contras
- Peso elevado dificulta transporte
- Preço alto











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