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Review: Final Fantasy Resonance resgata o auge da franquia

O Final Fantasy Resonance consegue resgatar o que havia de mais clássico da franquia Final Fantasy esbanjando qualidade e diversão

20.10.2026 às 10:00

Anunciado durante um Nintendo Direct, o Final Fantasy Resonance me encantou desde o primeiro segundo do seu trailer de revelação. Ao ter começado com JRPGs da franquia na época do PlayStation 1, mas depois jogando os títulos mais antigos, eu sempre sonhei com o retorno de Final Fantasy aos combates por turnos.

Felizmente, Final Fantasy Resonance resgata não somente os combates por turnos, mas também traz tudo que conquistou os jogadores no passado com uma história nova, apesar de remeter a outro jogo.

O Flow Games recebeu uma cópia de Final Fantasy Resonance para testes e, após muitas horas de jogatina com um grind ali e outro aqui, conta o que achou neste review. Confira!

Final Fantasy Resonance traz história clássica

Uma das minhas preocupações com Final Fantasy Resonance, antes de começar a jogá-lo, estava com o fato de ele ser ligado ao Final Fantasy Brave Exius, jogo mobile lançado em 2015 e que não está mais disponível. Felizmente, a Square Enix conseguiu deixar o seu novo jogo completamente compreensível sem depender de qualquer experiência com ele.

A história de Final Fantasy Resonance começa com bastante estilo mostrando uma Black Mage em uma batalha sem muito contexto contra alguém bem poderoso. Após a batalha, o cenário muda para Rain, comandante de um esquadrão de Grandshelt, recebendo a missão de investigar uma ameaça na Earth Shrine, que pode culminar na destruição do “Cristal da Terra” em perigo.

Final Fantasy Resonance - história

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Logo após os primeiros acontecimentos, Rain descobre que outros cristais estão em perigo por conta de um grupo chamado de Sworn Six e precisa viajar para outros continentes para protegê-los. Aqui, para o lado bem positivo, a Square Enix resgata elementos que consagraram a franquia, como com os cristais, mas não ficou somente neste acerto.

Todos os personagens de Final Fantasy Resonance são bem apresentados e tem sua história devidamente desenvolvida antes de se juntarem ao grupo. O Laswell, por exemplo, é um pouco mais ranzinza, enquanto Tifa encanta com seu jeito inocente.

Final Fantasy Resonance - personagens

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Sem entrar em spoilers, a campanha dura aproximadamente 40 horas e conta com oito personagens jogáveis. Com exceção de um deles, todo o elenco consegue deixar sua marca ao longo da jornada, seja por sua personalidade individual ou pelo desenvolvimento de suas histórias. Esse cuidado com a construção dos personagens também se estende aos vilões, que recebem espaço para se desenvolver.

Enquanto a trama principal de Resonance realmente gira em torno dos cristais, algumas reviravoltas surpreendentes ocorrem. Apesar do grande número de acertos nas reviravoltas, teve um ponto que realmente não gostei em seu desfecho, mas não entrarei em detalhes para evitar qualquer tipo de spoiler.

Final Fantasy Resonance - cristais

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Final Fantasy Resonance vai bem além da história principal e traz um mundo belo

Além das missões da história principal, Final Fantasy Resonance traz muitas missões opcionais que podem ser facilmente encontradas. Por exemplo, ao passar pelas cidades, pontos de exclamação azuis indicam que existe uma tarefa extra para ser realizada.

E aqui, felizmente, a maioria dessas missões são bem elaboradas com histórias simples, sendo que algumas revelam detalhes dos personagens. Não somente isso, essas missões são bem variadas, trazendo desde batalhas extras até procura por pistas.

Além dessas missões opcionais, que podem consumir um bom tempo, o Final Fantasy Resonance também traz algumas dungeons opcionais e outros extras, que podem render desde equipamentos, itens para upgrade e até Espers, que são as “Summons”, ou Visions.

Final Fantasy Resonance - monstro de missão opcional

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Essas dungeons opcionais ficam espelhadas no World Map e são facilmente localizadas. No entanto, ao entrar nelas, nós não temos nenhum tipo de labirinto ou puzzle para ser resolvido. Só temos o chefe da dungeon, que oferece uma boa dose de desafio, e nenhum outro inimigo no caminho, ou seja, fica uma sensação de algo simplificado demais.

Final Fantasy Resonance - caverna com desafio

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Nos trailers do Final Fantasy Resonance, você deve ter visto a aparição de alguns personagens bem famosos, como Cloud, Zidane, Tidus, Noctis e outros. Eles, na verdade, são as Visions, tipos de personagens secundários que trazem certos atributos e habilidades para o personagem principal que acompanham.

Essa parte, confesso, achei bem divertida, sendo que essas Visions ficam espalhadas pelo mapa e são recrutadas com um pequeno questionário que pergunta o que você teria feito na história delas. A mecânica até é divertida, mas já alerto que ela pode trazer um spoiler ou dois dos outros jogos da franquia.

De toda forma, essas dungeons e demais missões opcionais trazem boas recompensas que ajudam na evolução dos personagens e outras mecânicas, que explico mais adiante. Não somente isso, essas missões opcionais também nos fazem viajar bastante pelo mundo de Final Fantasy Resonance, que é simplesmente belo.

Com gráficos pixel art misturados com elementos 3D, o mundo HD-2D de Final Fantasy Resonance encanta a praticamente todo instante. Todas as cidades são bem distintas umas das outras e possuem um design bem interessante, sendo facilmente reconhecidas.

Assim, existem cidades futuristas, fantasiosas e pequenos vilarejos. O World Map de Resonance, por sua vez, não deixa nada a desejar para os dos Final Fantasy mais clássicos com muitos cantos para serem explorados e alguns extras.

Final Fantasy Resonance - World Map

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

E para os fãs mais antigos de Final Fantasy não reclamarem, Resonance conta com algumas cinemáticas que são bonitas. No entanto, até para não destoar do restante do jogo, elas são 3D, mas é um 3D pixelizado na maior parte do tempo.

A única crítica para o World Map de Final Fantasy Resonance está no fato de não poder girar sua câmera, ao menos quando estamos andando a pé por ele.

Combate de Final Fantasy Resonance brilha

O Final Fantasy Resonance traz um sistema de combates por turnos novo, mas que ao mesmo tempo é bem familiar para qualquer jogador que tenha jogado outro título da franquia, principalmente na época do Super Nintendo.
A ordem do combate fica indicada na parte superior, sendo que temos os clássicos os botões para ataques, magias, magias das Visions e, no caso de Tifa, a possibilidade de chamar os Espers, que são os Summons.

A maior parte das magias, assim como os status aplicados por elas, são velhas conhecidas dos jogadores de Final Fantasy, mas não é tudo que é tão familiar. O Final Fantasy Resonance adiciona algumas mecânicas novas, que realmente são interessantes sem tirar o seu ar de clássico.

Final Fantasy Resonance - magias

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Uma das mecânicas novas principais, por exemplo, é a “Stagger”. Além da barra de vida, os inimigos possuem uma barra de stagger que, quando esgotada, ficam incapacitados. É nesse momento que outra mecânica das Visions entra em ação, sendo esse o ataque especial.

Todos os combates, apesar de serem por turnos, acabam sendo bem dinâmicos e não demoram muito, salvo exceção para um chefe ou outro. Inclusive, ao menos na dificuldade normal, aqui fica a crítica para a falta de desafio que Final Fantasy Resonance oferece, na maior parte do tempo.

Enquanto o combate é simples, as suas opções de personalização e para evoluir os personagens é bem interessante. Cada um dos personagens precisa trabalhar em sua afinidade com uma Vision, sendo que é assim que novas magias são liberadas. Já ao trocar de Vision, algumas das habilidades ou passivas podem ser equipadas, desde que tenha MP para elas.

Mas o aspecto mais interessante das Visions é que elas também possuem classes, assim como os personagens. Isso abre espaço para diferentes combinações, permitindo, por exemplo, que uma Black Mage tenha acesso a habilidades de White Mage ou que um personagem focado em causar dano fique resistente. Essas possibilidades dão mais liberdade para personalizar o grupo e adaptar as habilidades de acordo com a estratégia desejada. E ainda com as Visions, ao ter um inimigo com o status “Staggered”, elas realizam um ataque especial ao fim do turno extra.

Final Fantasy Resonance - Visions

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

É claro que algumas combinações podem não ser tão boas, uma vez que os personagens ainda possuem status que afetam diretamente a sua eficiência com certos tipos de habilidade, mas essa liberdade funciona.

Como também não poderia faltar em um Final Fantasy, as “Espers” fazem o papel das Summons. E aqui temos as opções mais clássicas que vão desde Ifrit, Shiva até Bahamut, Odin e outros. Ao chamar uma Esper, ela ficará ao lado de Fina durante três turnos, atacando ao fim de deles e na hora de sair com um golpe mais poderoso e apresentando uma pequena cinemática.

Em relação ao número de armas e equipamentos, felizmente, o Final Fantasy Resonance traz uma quantidade generosa deles. Inclusive, alguns dos equipamentos mudam atributos diferentes de um mesmo personagem, o que ajuda na hora de escolher uma build diferente com a Vision desejada.

Final Fantasy Resonance vale a pena?

Como alguém que se apaixonou por JPRGs ao começar pelos Final Fantasy na época do PlayStation 1, eu posso dizer que Final Fantasy Resonance é simplesmente imperdível. Além de trazer uma história com todos elementos que marcaram a franquia, ele é competente em praticamente todos os aspectos.

O seu mundo HD-2D é soberbo com cenários que se destacam e ficam marcados facilmente na memória.Os personagens também têm histórias bem desenvolvidas, acompanhadas de reviravoltas que mantêm a narrativa interessante, apesar de um deslize aqui e ali.

Já o sistema de combates consegue resgatar a simplicidade dos Final Fantasy mais antigos ao mesmo tempo em que implementa algumas novidades, que fazem a diferença. Com tudo isso, Final Fantasy Resonance pode até não ser o melhor JRPG do ano, mas vai agradar muito a quem amava os Final Fantasy clássicos e é, inclusive, superior a muitos dos títulos mais recentes da franquia.

Final Fantasy Resonance foi cedido gentilmente pela Square Enix para a realização desta análise.

Final Fantasy Resonance (2)
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Final Fantasy Resonance

Publisher: Square Enix

Desenvolvedora: Square Enix, LANCARSE Ltd

Plataformas: PC, Switch 2 e 1, PS5 e Xbox Series X|S

Lançamento: 22/10/2026

Tempo de review: 49 horas

O Final Fantasy Resonance consegue resgatar quase todos os elementos que consagraram a famosa franquia da Square Enix ao mesmo tempo em que traz uma história encantadora

Prós

  • Sistema de combate clássico com novidades
  • Missões opcionais com conteúdos recompensadores
  • História desenvolve bem os personagens
  • Mundo encantador com estilo pixel-art

Contras

  • Ausência de legendas em PT-BR
  • Dificuldade muito fácil na maior parte do tempo
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