
Imagem: Nihon Falcom Corporation/GungHo
Review: Trails in the Sky 2nd Chapter é uma aula de JRPG
Apesar de um começo um pouco mais devagar,Trails in the Sky 2nd Chapter traz uma história cativante e um sistema de combate sensacional
No ano passado, a Nihon Falcom lançou Trails in the Sky 1st Chapter, um dos melhores JRPGs do ano e uma releitura de um dos maiores clássicos já produzidos pelo estúdio. Agora, em 2026, Trails in the Sky 2nd Chapter chega para dar continuidade à história de Estelle e Joshua.
Apesar de não ter jogado as versões originais Trails in the Sky, eu já havia ficado encantado com o primeiro remake e sua sequência, naturalmente, logo entrou na minha lista de jogos mais aguardados do ano. Felizmente, posso adiantar que não fui desapontado e conto os motivos que fazem Trails in the Sky 2nd Chapter um dos melhores jogos do ano neste review. Confira!
Trails in the Sky 2nd Chapter tem história ainda mais emocionante
Para aqueles que não jogaram o seu antecessor, a Nihom Falcom deixou um pequeno vídeo disponível com um resumo da história, que é competente, mas que não consegue abordar todos os acontecimentos. Aqui também fica o alerta que essa análise pode conter alguns spoilers do primeiro título.
A história de Trails in the Sky 2nd Chapter começa justamente com Estelle em uma jornada na busca por Joshua, que resolve desaparecer no fim do primeiro jogo para resolver questões de seu passado obscuro. Apesar dessa premissa, 2nd Chapter tem um começo mais complicado e que pode ser devagar demais para muita gente.

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Enquanto os jogos da série Trails tem suas partes com muitos diálogos e um pouco mais paradas, confesso que as primeiras 15h de Trails in the Sky 2nd Chapter não foram tão divertidas. Mesmo com Estelle indo atrás de Joshua, o seu paradeiro ou qualquer informação referente a ele apareceu somente uma ou duas vezes.
Para o lado positivo, uma vez que se passam essas primeiras 15 horas, diversos personagens marcantes como Olivier, Agate, Scherazard, Tita e Kloe fazem o seu retorno. E, a melhor parte, todos eles tiveram um desenvolvimento bem maior do que no primeiro título com suas histórias.

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Durante toda a campanha, Estelle, apesar de já ter virado uma bracer sênior, ainda precisa realizar missões da guilda. Elas ajudam o jogador a evoluir e estão bem melhores do que no primeiro jogo, por exemplo, ao trazer casos mais elaborados em que pistas precisam ser procuradas por toda a cidade.
Algumas outras, no entanto, são bem chatas e mostram um level design não muito animador. Por exemplo, dentro de um hotel, tive que ficar conversando com aproximadamente 6 NPCs em andares diferentes apenas para destravar um diálogo enquanto seguia o “ponto verde” deles no minimapa.
Sem dar spoilers, além dos personagens jogáveis do primeiro jogo estarem de volta, outros rostos conhecidos agora também ganham espaço entre os controláveis. Esses momentos são bem específicos, mas são um dos pontos altos do jogo quando a ação toma conta.
Já o maior ponto de elogio para Trails in the Sky 2nd Chapter está na forma como a sua história é desenvolvida. Os vilões que são apresentados realmente são cativantes e me fez querer enfrentá-los desde o primeiro momento que apareceram. Além disso, muitas explicações acontecem e dão sentido a uma história que, no primeiro título, nos deixa com muitas dúvidas.

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Toda a história de Trails in the Sky 2nd Chapter ainda continua tendo aquele tom meio político com regiões em guerra e na busca por poder. Ainda assim, um tom fantasioso marca mais presença que no primeiro jogo e os personagens continuam mais divertidos do que nunca, como com Olivier sempre flertando e Scherazard com uma personalidade única.
Eu finalizei a campanha de Trails in the Sky 2nd Chapter com aproximadamente 76 horas de jogatina, buscando fazer todas as missões da guilda e grindando um pouco. A experiência final foi excelente, mas confesso que a falta de legendas em português ainda é um de seus maiores contras.
Mundo de Trails in the Sky 2nd Chapter é belo, mas repetido
O visual de Trails in the Sky 2nd Chapter é indiscutivelmente um dos mais bonitos dos JRPGs atuais com seus gráficos em estilo cel shading com cores bem vivas. E apesar de isso ser algo bom, existe algo aqui que às vezes pode deixar a experiência um pouco menos convidativa.
Durante a maior parte da campanha de 2nd Chapter, Estelle e seu grupo precisam revisitar as mesmas cidades e até dungeons do primeiro jogo. E como você já deve imaginar, isso acaba sendo bem repetitivo, afinal, é sempre bom ter um novo cenário para explorar.

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Devido aos acontecimentos do Trails in the Sky 2nd Chapter ocorrerem logo após os do primeiro jogo, as cidades e os locais visitados não evoluíram muito. Na prática, isso significa que passamos pelas mesmas estradas e temos o mesmo mapa na maior parte do tempo.

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Ainda assim, as cidades são bem variadas e todas elas possuem um visual bem definido que não as fazem ser confundidas facilmente. Já perto do meio para o fim da campanha, felizmente, algumas áreas novas são reveladas e elas são bem caprichadas.
Inclusive, as últimas dungeons perto do fim do jogo são muito bem trabalhadas e contam com um ótimo level design. Algo a ser notado, no entanto, é que poucos puzzles foram colocados no jogo. Pessoalmente, eu considero este um ponto positivo, mas admito que algumas pessoas devem sentir falta deles.
Sistema de combate é mais um diferencial
O combate de Trails in the Sky 2nd Chapter segue o mesmo padrão do primeiro remake, sendo praticamente híbrido. Nas viagens, nós sempre conseguimos ver os inimigos pelo mapa e podemos matá-los como em um RPG de ação. No entanto, para batalhas importantes ou no caso de querer explorar a fraqueza dos inimigos, um sistema por turnos é que toma o lugar.
Diferentemente do que é visto em alguns outros JRPGs por turnos mais tradicionais, aqui nós podemos movimentar nossos personagens durante o combate. Isso implica em termos um limite de alcance certas habilidades e mexe com toda estratégia do combate, sendo que muitas magias precisam ser miradas.

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Mais um ponto positivo a ser destacado é o que o número de arts, nome dado às magias, e quarts, outro tipo de habilidade, no Trails in the Sky 2nd Chapter é bem alto. Existem inúmeras opções tanto defensivas quanto ofensivas e que podem implicar em diversos status.
Outro ponto interessante é que o sistema de Quartz, que lembra vagamente o Sphere Grid do Final Fantasy X, permite que os personagens tenham suas características modificadas. Assim, por exemplo, é possível deixar um personagem mais focado para ataques físicos enquanto outro para magias, devido aos status concedidos.

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Essa parte ainda dos personagens, claro, também é influenciada pelo tipo de equipamento deles. A lista de equipamentos encontrada ao longo da jornada é bem extensa, sendo que todos eles podem ser evoluídos na loja para terem seus status aprimorados.
Com todas essas particularidades, o sistema de combate do Trails in the Sky 2nd Chapter consegue ser ao mesmo tempo simples e complexo. Inclusive, aqui fica o aviso de algumas batalhas mais pontuais, assim como no primeiro jogo, são bem desbalanceadas caso você não entenda a estratégia necessária para vencê-la. O seu maior problema somente fica por conta de uma interface um pouco confusa e a câmera que, as vezes, não deixa a gente ver direito onde está mirando.

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Felizmente, para não deixar ninguém muito frustrado, o jogo traz uma opção para deixar as batalhas mais fáceis ao perdê-las. Além disso, ele possui um modo de seleção de dificuldade.
Trails in the Sky 2nd Chapter vale a pena?
O Trails in the Sky 2nd Chapter é um JRPG imperdível para os fãs do gênero. Enquanto o seu começo é um pouco lento, ele consegue trazer uma história cativante e que realmente desenvolve os seus personagens. Não somente isso, diversos momentos, principalmente da metade de sua campanha para a frente, são simplesmente intensos e sensacionais.
Tudo isso é acompanhado de um belo sistema de combates, que funciona tanto por turnos quanto em tempo real, como em um jogo de ação. Uma das partes em que o jogo peca, no entanto, é em trazer poucas novidades em relação ao seu antecessor. Por exemplo, na maior parte do tempo, nós jogamos o mesmo mapa e o próprio sistema de combates não traz tantas novidades.
Além disso, não ter legendas em português para um jogo em que sua história, carregada de diálogos, é outro ponto negativo. Mesmo assim, isso não tira o posto de Trails in the Sky 2nd Chapter como um dos melhores JRPGs e jogos do ano.
Trails in the Sky 2nd Chapter foi gentilmente cedido pela GungHo Online Entertainment para a realização desta análise

Trails in the Sky 2nd Chapter
Publisher: Nihon Falcom / GungHo Online Entertainment
Desenvolvedora: Nihom Falcom
Plataformas: PC, Switch 2, Switch e PS5
Lançamento: 16/09/2026
Tempo de review: 76 horas
O Trails in the Sky 2nd Chapter tem um começo mais lento, mas é um dos melhores JRPGs do ano com uma história sensacional e ótimas mecânicas
Prós
- História cativante que desenvolve mais os personagens
- Sistema de combate divertido
- Mundo grande para ser explorado
- Vilões marcantes
Contras
- Começo muito devagar
- Algumas batalhas desbalanceadas












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