
Review: novo jogo do Yoshi tem criatividade ímpar
Yoshi and the Mysterious Book é mais um baita exclusivo do Nintendo Switch 2
Imagem: Nintendo
a maior parte dos meus quase 40 anos de videogame o gênero platformer foi o meu favorito. Desde os tempos do MegaMan, Super Mario Bros. e Contra, passando pelo advento dos jogos em 3D, há algo de profundamente gratificante em explorar os desafios e possibilidades de saltar por aí.
Com o passar das gerações, aos poucos os platformers foram perdendo o protagonismo do mainstream e dando lugar aos jogos de tiro em primeira pessoa e diversos multiplayer online. O novo Yoshi and the Mysterious Book, exclusivo de Nintendo Switch 2, conseguiu algo que me parecia imensamente improvável: com sua extrema criatividade, ele me levou de volta aos tempos em que o gênero ainda experimentava e tentava buscar ideias verdadeiramente novas.
Confira todos os acertos de Yoshi and the Mysterious Book no review completo a seguir!

Imagem: reprodução
Similaridades e diferenças com o resto da família Yoshi
Não se deixe enganar pela falta de um medidor de vida ou pelo visual mais coloridão de Yoshi and the Mysterious Book. Claro, essa é uma aventura para todas as idades mas, nem por isso, desprovida de desafio.
Até então, a franquia de plataforma do Yoshi já orbitou vários estilos diferentes. O primeiro jogo, Super Mario World 2 Yoshi’s Island, era bem desafiador e cheio de conteúdo. Entre Yoshi’s Story, no N64, e Yoshi’s New Island, de 3DS, a franquia reduziu bem o desafio e profundidade das aventuras, com aparições subsequentes, como o ótimo Yoshi Wooly World (Wii U) se concentrando em trazer muitos colecionáveis e desafios criativos, caminho seguido pelo recente Crafted World (Switch).
Yoshi and the Mysterious Book dobra a aposta na descoberta e exploração desses dois últimos, mas puxando um pouco da estética de Yoshi’s Story, com todo o lance de entrar em um livro infantil para selecionar as fases. Pois é, o novo jogo é estruturado em dezenas de áreas diferentes, mas elas são escolhidas de uma forma verdadeiramente única.

Imagem: Nintendo
Cada página dupla do livro da vez, o carismático e falante N. Igma, inclui uma série de objetos em movimento. Conforme você clica nesses misteriosos personagens e itens ambulantes, descobre que eles são donos de níveis únicos, e é lá que a diversão começa para valer.
Como funcionam as fases e desafios do jogo
É até difícil descrever a proposta de gameplay de Yoshi and the Mysterious Book, já que praticamente todas as suas fases são bem diferentes entre si, mas elas mantém algumas similaridades também.
A ideia aqui é colecionar “descobertas”, o que pode soar um tanto vago porque… bom, é mesmo. Você nunca sabe ao certo que tipos de coisas vão ou não contar como descobertas, mas essa é parte da graça, e volta e meia você vai intuir as coisas e começar a desenvolver uma espécie de “sexto sentido” para a aventura.
Algumas descobertas seguem padrões óbvios, como engolir inimigos, pisar neles ou empurrá-los para locais inesperados. Outras começarão a te apresentar as muitas possibilidades de interação entre diferentes elementos das fases. Aqui vale quase tudo, desde alimentar criaturas com pimenta até mergulhar outras na lama.
Você vai alimentar plantas com insetos para ajudá-las a crescer, participar de sessões de pescaria em busca de segredos submersos, entrar em masmorras de terror no melhor clima de Metroid Dread enquanto busca formas de encontrar as chaves que o ajudarão a sair da dungeon, e muito, muito, mas muito mais. Descrever todas as mecânicas de Yoshi and the Mysterious Book provavelmente tornaria este review o maior texto já publicado em toda a história do Flow Games.
Perfeito para quem curte algo diferente
Em uma indústria cada vez mais estagnada criatividade, esse jogo é um verdadeiro presente. Cada uma das dezenas de fases possui não apenas mecânicas únicas, mas também um visual especial, sempre remetendo ao estilo de ilustrações de livros infantis. Em tempos de IA generativa fazendo slop por todos os lados, a beleza do game salta aos olhos.
Há mundos inspirados em montanhas, mares, bosques e mais. Ainda que vilões como Bowser Jr e Kamek dividam espaço com Seu Guys e outras criaturas icônicas do mundo do Mario e Yoshi, seguramente a maior parte das coisas e seres que vemos por aí são totalmente inéditas. Particularmente, eu adorei as criaturas em formato de guarda-chuva, e também um ser que mistura skate e prancha de surfe.
Mantendo a grata sequência de jogos da Nintendo localizados para o nosso idioma, Yoshi and the Mysterious Book possui uma das melhores localizações que eu já vi em um jogo, com um montão de neologismos espertos na hora de batizar as variadas criaturas que encontramos na campanha.
Eu só achei que a trilha sonora poderia ser um pouco mais marcante, como nos tempos do Super Nintendo e N64. Além disso, apesar de apreciar o desafio do jogo, um ou outro segredinho dele envolve soluções um tanto quanto crípticas demais. Não são grandes problemas e, por isso, acho que há boas chances desse ser o melhor jogo do Yoshi já feito.
Vale a pena jogar Yoshi and the Mysterious Book?

Imagem: Nintendo
Para quem gosta de jogos de plataforma, de criatividade, ou simplesmente das aventuras do Yoshi, estamos diante de um dos melhores jogos da biblioteca cada vez mais impressionante do Nintendo Switch 2.
Encantador em cada um dos seus níveis, ele chega a superar Donkey Kong Bananza no uso inventivo das plataformas e poderes. Com controles precisos e um senso de descoberta sem igual, só mesmo não tendo coração ou odiando o gênero para não curtir Yoshi and the Mysterious Book.
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Yoshi and the Mysterious Book
Publisher: Nintendo
Desenvolvedora: Nintendo
Plataformas: Nintendo Switch 2
Lançamento: 21/05/2026
Tempo de review: 22 horas
Yoshi and the Mysterious Book consegue o que parecia impossível e, em pleno 2026, entrega um jogo de plataforma diferente de tudo o que há por aí, e com boas doses de desafio!
Prós
- Transborda criatividade e inspiração
- Consegue ser desafiador mesmo sem barra de vida
- Encantador do início ao fim
- Localização exemplar em português
Contras
- Trilha sonora aquém da franquia
- Algumas curiosidade são um tanto obtusas











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