
Review: Dragon Quest 11 se justifica no Switch 2, mas cobra cada centavo
A versão do Switch 2 de Dragon Quest 11 traz melhorias expressivas, só é uma pena ter que lidar com a frustração de comprá-la a preço cheio de novo
Imagem: Square Enix
em mesmo o fã mais fervoroso da Square Enix e de Dragon Quest, como este redator que vos escreve, é capaz de engolir as práticas abusivas da empresa, que cisma em forçar uma compra, digamos, “duplicada” de seus jogos quando são portados para o Nintendo Switch 2, como Dragon Quest 11 S: Echoes of An Elusive Age. Afinal, todo mundo quer tirar uma casquinha do sucesso do atual console da Big N.
Star Ocean The Second Story R, o primeiro que me vem à cabeça, é um exemplo vivo do que não se deve fazer ao tentar vender uma versão melhorada para quem já possui o produto original. Além de não poder carregar o seu save do Nintendo Switch, tampouco existe a possibilidade de “pagar a diferença” pelo upgrade. Sim, é preciso desembolsar o preço cheio mais uma vez.
Muitos vão dizer que os ports recentes são desnecessários e desrespeitosos, e eu concordo em partes. O contraponto é que Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age, assim como Star Ocean The Second Story R, se beneficia do hardware mais parrudo do Switch 2, sendo a experiência definitiva para quem gosta de jogar esparramado na cama. O único problema é, realmente, a forma como ele é vendido.
Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age: mudanças expressivas (e bem-vindas) no Switch 2
Colocados os pingos nos is sobre as manobras comerciais desse tipo de port, agora vamos ao que realmente interessa: como está Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age no Switch 2. De bate-pronto, posso afirmar com segurança que existe um salto considerável no desempenho e, sobretudo, no visual em relação à versão de Nintendo Switch, algo no nível de remaster mesmo.
Para quem não se lembra, o desempenho no primeiro Switch era limitado a 30 fps, com quedas notáveis em áreas mais abertas, e uma resolução dinâmica que navegava entre 540p e 720p, já considerando ambos os modos do videogame. Parece pouco, mas até que dava para o gasto. Pelo menos dava para curtir deitado no sofá.
Quando joguei Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age no Switch, que foi onde terminei o game pela primeira vez, meu maior incômodo era justamente a qualidade da imagem. Borrada, com cenários esfumaçados pelo blur, a falta de definição em certas composições realmente machucava os olhos.

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira
A experiência no Switch 2 mudou da água para o vinho nesse sentido. Agora com duas opções gráficas, qualidade e performance, enfim podemos apreciar a belíssima arte do mestre Akira Toriyama em um visual limpo e agradável, sem que o jogo precise fazer concessões radicais como fazia em sua primeira versão.
Agora com duas opções gráficas, qualidade e performance, enfim podemos apreciar a belíssima arte do mestre Akira Toriyama em um visual limpo e agradável
O modo performance ainda apresenta limitações, é verdade, como uma distância de renderização menor, o tal do draw distance, mas entrega texturas melhores e uma definição superior da imagem no geral. O desempenho de Dragon Quest 11 S fica em 60 fps, livre de quedas, mas confesso que não valeu abrir mão dos requintes gráficos em prol de uma taxa de quadros maior.
Já no modo qualidade, o jeito definitivo de jogar, a meu ver, a resolução se mantém em 1440p no dock, sustentando um visual tão bonito quanto o das versões de PlayStation 4, Xbox One e PC. A taxa de quadros fica em estáveis 30 fps, o que não incomoda em momento algum por ser um jogo com ritmo cadenciado e combate por turnos. 60 fps é mera perfumaria aqui.

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira
Em relação às novidades, bom, é meio que isso. Naturalmente, o pacote contempla todas as melhorias que a Definitive Edition trouxe quando lançada em sua época, o que inclui também a melhor funcionalidade de todas: a opção de transitar entre o estilo visual novo, em 3D, e o clássico pixelado, que exala nostalgia e cuja estética marcou os três primeiros títulos da franquia.
No topo da lista dos RPGs obrigatórios
Sobre o jogo em si, o que dizer deste Dragon Quest 11 que considero pacas? Trata-se de um dos melhores e maiores RPGs por turnos que você vai jogar na vida, uma experiência que sintetiza tudo aquilo que a série tem de melhor: história envolvente, personagens memoráveis, combates estratégicos, exploração e, é claro, visual e trilha sonora de ponta, com o que a Square tem de melhor.
Você assume o papel do Luminary, um jovem predestinado a salvar o mundo, mas que não é visto como herói por todas as nações de Erdrea, e sim como uma ameaça. Apesar de ser uma figura lendária, o personagem descobre que existem muitas coisas por trás da profecia à qual está vinculado. Não quero me alongar mais que isso, pois sei que muita gente ainda não teve a oportunidade de se aventurar por essa pedrada de RPG.

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira
Mesmo sendo por turnos, o combate ganha camadas à medida que encontramos aliados pelo caminho. As batalhas até podem ser automatizadas, de certa forma, contra inimigos comuns, mas os chefes exigem que você extraia o que há de melhor nos personagens do seu grupo, cada qual com sua personalidade e estilo de gameplay. Embora não haja um seletor de dificuldade, eu diria que é uma ótima porta de entrada para esse formato de jogo.
A exploração, por sua vez, é a mais livre dentre todos os títulos da série. Só para dar um pouco mais de contexto para quem não jogou: a exceção é o X, que é um MMO restrito ao Japão e, portanto, não o considero na conta.
Dragon Quest 11 não chega a ser um mundo aberto assumido, mas há muita coisa para fazer fora do trajeto da história, e você pode perambular pelas paisagens naturais ao bel-prazer. É simplesmente reconfortante morar nesse mundo.
Veredito de Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age no Switch 2
Todo mundo já sabe que Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age é maravilhoso, atemporal e obrigatório para qualquer fã de RPG. A Square tirou leite de pedra com seus relançamentos, mas o do Switch 2 até se justifica mais do que os outros por trazer melhorias expressivas em visual e performance. Só é uma pena que todos tenham que lidar com a frustração de comprar o jogo a preço cheio, como se já não tivéssemos feito isso antes.
Analisado no Nintendo Switch 2.
Um código de Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age foi fornecido pela Square Enix para a realização desta análise.
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Dragon Quest 11 S Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition
Publisher: Square Enix
Desenvolvedora: Square Enix
Plataformas: Nintendo Switch 2
Lançamento: 24/09/2026
Tempo de review: 25 horas
Dragon Quest 11 S Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition no Switch 2 traz melhorias gráficas substanciais, mas práticas questionáveis mancham seu momento de glória
Prós
- Salto gráfico expressivo, quase um remaster
- Oferece duas opções gráficas
- Um RPG obrigatório para qualquer fã do gênero
- Contempla tudo da versão definitiva
Contras
- Práticas abusivas mancham o relançamento
- Algumas versões depois, ainda sem textos em português











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