
Mickey Disney Lorcana
Artistas por trás de Disney Lorcana: quem ilustra as cartas
Conheça os artistas de Disney Lorcana, entenda como as cartas são ilustradas e veja as funções dos ilustradores, diretores de arte e equipes de produção.
Uma carta de Disney Lorcana pode trazer personagens que conhecemos há décadas, mas sua ilustração normalmente não é apenas uma imagem retirada do filme.
Para colocar Mickey, Malévola, Stitch, Elsa ou qualquer outro personagem dentro do TCG, a Ravensburger trabalha com uma grande equipe de ilustradores, diretores de arte e profissionais responsáveis pelo desenvolvimento visual de cada coleção. São eles que transformam cenas, versões alternativas e acontecimentos da história de Lorcana em imagens criadas especialmente para as cartas.
O trabalho envolve muito mais do que desenhar um personagem conhecido. É necessário respeitar suas características originais, adaptar sua aparência ao papel que desempenha no jogo e manter uma identidade visual comum entre centenas de cartas produzidas por artistas diferentes.
Em agosto deste ano (2026), Disney Lorcana TCG já ultrapassou 3 mil cartas únicas publicadas. Com um catálogo desse tamanho, não existe um único ilustrador ou estilo responsável por todo o material. Cada coleção reúne profissionais com especialidades diferentes, desde personagens e expressões até cenários, iluminação e composições panorâmicas.
Mas quem são essas pessoas? E como uma ilustração sai do briefing até chegar ao booster?
Disney Lorcana não é ilustrado por um único estúdio
A produção visual de Disney Lorcana funciona como um projeto colaborativo.
A Ravensburger define o tema da coleção, os acontecimentos da história e as regras visuais que deverão conectar as cartas. Depois, diferentes ilustradores recebem trabalhos específicos e desenvolvem personagens, ações, itens ou locais dentro dessas orientações.

Parte desses profissionais trabalha como freelancer e pode colaborar com outras empresas, jogos, livros e produções de entretenimento. Outros possuem experiência com animação, desenvolvimento de personagens, concept art, quadrinhos, cenários ou publicidade.
Isso explica por que duas cartas do mesmo personagem podem parecer bastante diferentes sem deixar de ser reconhecíveis.
Um artista pode representar Mickey em uma cena próxima de seus desenhos clássicos. Outro pode ilustrá-lo como feiticeiro, detetive, navegador ou aventureiro. O traço, a iluminação e a composição mudam, mas elementos como proporções, expressões e personalidade precisam continuar coerentes com o personagem.
O resultado é um catálogo formado por vários estilos individuais, todos submetidos à mesma direção visual.
Onde encontrar o nome do ilustrador de uma carta
O crédito do ilustrador aparece na faixa inferior das cartas de Disney Lorcana, próximo às informações de coleção, idioma, numeração e direitos autorais.
Essa linha identifica o artista ou a equipe creditada pela arte daquela versão específica. A informação também pode ser conferida na galeria oficial de cartas.
É importante observar a versão exata da carta. Uma edição regular, uma promo e uma Enchanted podem apresentar o mesmo nome e as mesmas regras, mas utilizar ilustrações diferentes. Nesses casos, cada arte pode possuir seu próprio crédito.
A raridade também não determina quem fez a ilustração. Um mesmo artista pode produzir cartas comuns, super-raras, lendárias ou versões especiais. O símbolo de raridade informa a distribuição daquela carta dentro da coleção, e não o tipo de profissional responsável por ela.
Para o jogo, o nome do ilustrador não altera nenhuma regra. Duas impressões com artes diferentes continuam representando a mesma carta quando possuem exatamente o mesmo nome completo, incluindo o subtítulo. Para o colecionismo, porém, a diferença de arte, tratamento e crédito pode ser bastante relevante.
Ilustrador e diretor de arte não são a mesma função
A imagem impressa na carta passa por várias etapas e profissionais. Embora os créditos normalmente destaquem o ilustrador, a produção completa envolve outras funções.
| Função | Responsabilidade |
|---|---|
| Ilustrador | Desenvolve a imagem individual da carta a partir do briefing, das referências e das orientações recebidas |
| Card Art Director | Acompanha a produção de cartas específicas, orienta o artista e coordena ajustes |
| Art Lead | Estabelece o conceito visual de uma coleção ou grupo de cartas |
| Worldbuilding Art Director | Desenvolve regras visuais para cenários, regiões, objetos e elementos compartilhados |
| Creative Director for Illustration | Supervisiona a linguagem visual mais ampla do projeto e suas diferentes linhas de ilustração |
| Design gráfico e produção | Aplicam moldura, textos, símbolos, tratamentos metalizados e outros elementos da carta impressa |
A produção de Wilds Unknown ajuda a visualizar essa divisão.
Anna Stosik, Senior Art Director e Art Lead da coleção, explicou que sua função incluía estabelecer os temas visuais da carta. Ela trabalhou com o Worldbuilding Art Director Erik van Horn para criar artes conceituais e regras que seriam seguidas pelos demais profissionais.
A coleção possuía três regiões distintas, cada uma com paletas e características próprias. Ao mesmo tempo, valores de luz semelhantes, cenas normalmente diurnas e a presença recorrente da grande videira ajudavam a conectar todas as cartas.
Esses conceitos foram enviados aos Card Art Directors, que passaram a trabalhar diretamente com os ilustradores de cada imagem. Segundo a explicação oficial sobre a produção de Wilds Unknown, fazer uma coleção inteira parecer parte do mesmo universo é um processo longo e coletivo.
Como uma ilustração de Disney Lorcana é produzida
A Ravensburger não publicou uma sequência obrigatória e idêntica para todas as cartas. Os depoimentos de seus artistas, porém, permitem identificar algumas etapas recorrentes.
O trabalho começa com um briefing. O artista precisa saber qual personagem será representado, o que ele está fazendo, onde a cena acontece e qual relação aquela imagem possui com a história ou a mecânica da carta.
Depois vem a pesquisa.
Jochem Van Gool, ilustrador de Donald Duck – Musketeer Soldier e Shenzi – Hyena Packmaster, explicou que tenta compreender o que o personagem faria naquela situação, com determinado figurino ou objeto. Quando não conhece suficientemente a produção original, ele realiza novas pesquisas antes de começar os desenhos.

Jiahui Eva Gao segue um processo parecido. A artista contou que assiste aos filmes várias vezes, repete as cenas do personagem, reúne capturas de tela e consulta livros de arte quando eles estão disponíveis.
Diogo Saito também utiliza trechos dos filmes e artes conceituais para estudar gestos, maneiras e detalhes que talvez tenham passado despercebidos em uma primeira observação. Esses materiais não são usados apenas para copiar uma pose. Eles ajudam o ilustrador a imaginar novas ações que ainda pareçam naturais para o personagem.
Com a pesquisa concluída, começam os esboços de composição, conhecidos como thumbnails. São desenhos pequenos e rápidos usados para testar enquadramento, pose, iluminação e distribuição dos elementos.
Lisanne Koeteeuw contou que criou diferentes propostas antes de chegar à composição final das artes conectadas de Vanessa e Príncipe Eric. Entre as alternativas estavam uma cena mais distante, a presença de uma multidão e uma interação que atravessaria visualmente as duas cartas. A solução escolhida aproximou os rostos e utilizou uma composição simétrica, mas com emoções diferentes para cada personagem.
Depois da escolha do caminho visual, o artista desenvolve versões mais detalhadas. Pose, expressão, figurino, cores e elementos do cenário podem passar por novas rodadas de aprovação antes da renderização final.
A aprovação também protege a identidade dos personagens
Os ilustradores recebem espaço para aplicar suas próprias técnicas, mas não podem modificar livremente qualquer elemento de um personagem Disney.
Jochem Van Gool explica que procura manter o desenho próximo do modelo original, mesmo quando ajusta alguns elementos ao próprio estilo. Figurinos novos também precisam parecer compatíveis com o filme ou a franquia de origem. Esse trabalho acontece em consulta com as equipes de direção de arte da Ravensburger e da Disney.
Sam Nielson utiliza a personalidade como ponto de partida. Segundo o artista, o papel de um personagem pode mudar dentro de Lorcana, mas sua essência precisa continuar a mesma. Desejos, maneira de reagir ao mundo e comportamento ajudam a determinar poses, expressões e roupas.
Essa preocupação é especialmente importante nas versões Dreamborn e Floodborn.
Essas cartas permitem imaginar personagens em situações que não aconteceram nos filmes. Um herói pode assumir outra profissão, um vilão pode receber novos poderes e uma figura conhecida pode aparecer completamente transformada pela tinta.
A ilustração pode mudar bastante, mas ainda precisa oferecer elementos suficientes para que o público reconheça imediatamente quem está sendo representado.
Quanto tempo leva para ilustrar uma carta?
Não existe um prazo único.
A duração depende da complexidade da cena, da quantidade de personagens, da necessidade de desenvolver um novo figurino e do número de revisões realizadas durante a aprovação.
Sam Nielson informou que um conceito colorido pode levar aproximadamente duas horas, mas várias versões normalmente são necessárias antes da aprovação. Segundo ele, uma ilustração completa costuma exigir entre 15 e 20 horas de trabalho. O artista citou Rafiki – Ethereal Guide como um projeto que demandou mais desenvolvimento conceitual, enquanto Goofy – Super Goof partiu de uma direção mais definida.

Adam Ford apresentou uma estimativa maior. O ilustrador afirmou que uma carta pode consumir entre 40 e 80 horas de trabalho, distribuídas ao longo de algumas semanas. Cenas com mais conteúdo ou alterações adicionais aumentam esse período.
Já French Carlomagno explicou que a produção direta pode ocupar alguns dias, mas o calendário completo pode chegar a semanas por causa das rodadas de feedback e do trabalho conjunto com os diretores de arte.
Essas estimativas não são contraditórias. Elas mostram que o tempo varia de acordo com o tipo de carta e com a quantidade de desenvolvimento necessária antes da arte final.
Diferentes artistas assumem diferentes tipos de cena
Nem todo profissional trabalha da mesma forma ou possui a mesma especialidade.
Nicolas Ky, por exemplo, atua principalmente com ambientes. Para reinterpretar um local Disney, ele assiste ao filme e procura entender como as formas dominantes daquele cenário podem atender à intenção da carta.
Em algumas imagens, o ambiente precisa ocupar o centro da composição. Em outras, deve recuar para que um personagem ou uma ação fique em destaque. A chegada das cartas de local, com orientação horizontal, criou mais espaço para esse tipo de trabalho.
Na ilustração de Jolly Roger – Hook’s Ship, Nicolas incluiu Ursula’s Lair ao fundo da composição. O detalhe conecta visualmente a carta a outros acontecimentos de Lorcana sem depender do texto de regras.

Outros artistas concentram mais atenção em gestos e atuação.
Cristian Romero começa assistindo a pequenos trechos do filme, passa cerca de meia hora desenhando expressões e poses e só depois inicia os thumbnails da carta. O objetivo é conhecer as formas do personagem o suficiente para produzir movimentos novos sem depender o tempo inteiro de uma referência direta.
Há ainda trabalhos construídos como imagens conectadas. As cartas podem apresentar panoramas, cenas contínuas ou acontecimentos vistos por ângulos diferentes. Nesses casos, enquadramento, escala e iluminação precisam funcionar separadamente e também quando as imagens são colocadas lado a lado.
Alguns artistas e cartas de Disney Lorcana
A lista de profissionais que já participaram de Disney Lorcana é extensa e continua crescendo a cada coleção. Entre os nomes destacados oficialmente pela Ravensburger estão:
| Artista | Exemplos e características |
|---|---|
| Jochem Van Gool | Donald Duck – Musketeer Soldier e Shenzi – Hyena Packmaster; utiliza pesquisa de personalidade e chegou a fotografar a si mesmo como referência para poses |
| Sam Nielson | Rafiki – Ethereal Guide e a versão Enchanted de Goofy – Super Goof; parte da personalidade central do personagem |
| Lisanne Koeteeuw | Desenvolveu as artes visualmente conectadas de Vanessa e Príncipe Eric em Ursula’s Return |
| Nicolas Ky | Especialista em ambientes e responsável por Jolly Roger – Hook’s Ship |
| Adam Ford | Pesquisa referências históricas, motivos visuais e linguagem de formas antes da ilustração |
| Jiahui Eva Gao | Estuda cenas dos filmes, capturas de tela e livros de arte para reproduzir atitudes e anatomia |
| Cristian Romero | Produz estudos de expressão e movimento antes de começar a composição da carta |
| Diogo Saito | Trabalhou em cartas como Billy Bones e utiliza filmes e concept arts durante a pesquisa |
| Clio Schnaffner | Ilustrou Pocahontas & Meeko – Adventurous Friends em estilo Cinemayhem |
| Maxine Vee | Responsável pela arte de The Madrigal Family – Every Generation |
| Eric Tan | Ilustrou Meilin Lee – Popular Red Panda no tratamento Cinemayhem |
| Kendall Hale | Artista de Maleficent – Biding Her Time, primeira carta Illustrious apresentada pela Ravensburger |
Esses exemplos representam apenas uma parte da equipe. As coleções reúnem dezenas de outros nomes, e o crédito impresso continua sendo a referência mais direta para identificar quem produziu cada imagem.
Artistas brasileiros que também participam das coleções
A equipe de ilustradores inclui profissionais brasileiros.
Amanda “Din” Duarte passou a colaborar com Disney Lorcana a partir de Into the Inklands. A artista já produziu cinco ilustrações de cartas e participou de quatro trailers cinematográficos oficiais. Em Attack of the Vine!, ela recebeu o crédito pela arte de You’ve Got Some Punch.

A experiência de Amanda também inclui capas de quadrinhos de Frozen e livros infantis publicados pela Disney Publishing.
Eri Welli participa do grupo de artistas comissionados desde The First Chapter. Em Attack of the Vine!, seus trabalhos incluem Gaston – Created by the Vine, Maleficent and Diablo – Evil Incarnate e Boo – Human Child.

Além de ilustrador, Eri atua como concept artist e diretor de arte, com experiência em desenvolvimento de mundos e figurinos.
Amanda Duarte e Eri Welli participaram de sessões de Meet & Greet no Championship Brasil de 2026.
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Enchanted e Iconic exigem uma direção visual própria
As cartas especiais não recebem apenas uma camada metalizada sobre a mesma imagem da versão padrão.
As Enchanted utilizam artes alternativas e seguem uma linguagem visual estabelecida para cada coleção. Com isso, as cartas mais raras podem ser reconhecidas não apenas pela moldura e pelo acabamento, mas também pelo tipo de composição.
Em Fabled, a Ravensburger retomou o estilo chamado Modern Storybook, semelhante ao utilizado em The First Chapter. Matthew Eng, Creative Director for Illustration e Art Lead da coleção, explicou que as Enchanted foram planejadas para parecer mais dramáticas do que as cartas regulares, utilizando ação, pose e iluminação.
A coleção também introduziu a raridade Iconic. Essas cartas receberam ilustração alternativa completa, padrão metalizado exclusivo e aplicação metalizada nos textos e atributos. Segundo a direção de arte de Fabled, a composição deveria representar os personagens de maneira imediatamente reconhecível e ligada à memória do público.
As coleções seguintes utilizaram outras propostas.
Em Winterspell, as Iconic Moana – Curious Explorer e Pocahontas – Peacekeeper seguiram o chamado Papercut Style, inspirado em recortes de papel e enfeites de flocos de neve. As Enchanted adotaram um motivo semelhante, acompanhado pelo acabamento Frost.

Em Wilds Unknown, a direção visual buscou referências orgânicas próximas da Art Nouveau. Folhas, caules, flores e curvas ajudaram a incorporar a natureza ao desenho das cartas.
Já Attack of the Vine! apresentou o Cinemayhem, estilo inspirado em pôsteres de cinema. Nesse caso, a composição reúne personagens, ambientes e iluminação de maneira semelhante à divulgação visual de um filme.
Essas linguagens são definidas no nível da coleção e depois interpretadas pelos artistas responsáveis por cada carta.
A raridade Illustrious abre outro espaço para os ilustradores
A partir de Into the Inkdark, Disney Lorcana terá uma raridade ainda mais limitada.
Cada coleção contará com seis cartas Illustrious, com apenas 23 cópias numeradas de cada uma. Essas cartas estarão disponíveis nos Collector Boosters.
A primeira apresentada foi Maleficent – Biding Her Time, ilustrada por Kendall Hale. A imagem faz referência à primeira carta de Disney Lorcana revelada ao público na D23 de 2022.

Por causa da tiragem extremamente pequena, a identificação do artista se torna ainda mais importante para o registro da peça. Nome da carta, numeração individual, coleção, tratamento e crédito formam parte da identificação daquela impressão específica.
A raridade, entretanto, não muda a relação básica entre arte e regra. A ilustração pode ser exclusiva, mas o funcionamento da carta continua sendo definido por seu texto.
O acabamento metalizado não é responsabilidade apenas do ilustrador
Existe uma diferença entre a arte original e o tratamento aplicado na produção gráfica.
O ilustrador cria a imagem que servirá de base para a carta. Depois, a equipe de design e produção integra essa arte à moldura, aos símbolos, ao texto, ao padrão metalizado e aos demais elementos de impressão.
Um efeito de brilho pode destacar determinadas partes da composição, mas isso não significa necessariamente que tenha sido pintado diretamente pelo artista. Acabamentos como foil, Frost foil, hot stamping e padrões exclusivos dependem de processos adicionais.
Também existem cartas foil que utilizam exatamente a mesma ilustração da versão regular. Nesse caso, muda o acabamento, mas não o crédito da imagem.
Por outro lado, uma Enchanted, Iconic ou promoção com arte alternativa pode apresentar outro ilustrador. Por isso, a melhor forma de identificar o responsável é observar o crédito da própria versão, e não presumir que todas as impressões de uma carta foram produzidas pela mesma pessoa.
As artes também contam a história de Lorcana
As imagens não funcionam apenas como decoração.
Figurinos, expressões, locais e elementos ao fundo ajudam a mostrar o que está acontecendo naquele momento da narrativa. Uma carta pode revelar que determinado personagem chegou a uma região, sofreu uma transformação ou encontrou outro glimmer antes mesmo de o jogador ler qualquer texto adicional.
Detalhes escondidos também criam ligações entre ilustrações.
Jochem Van Gool colocou dois rostos de hienas na fumaça dos gêiseres de Shenzi – Hyena Packmaster. Lisanne Koeteeuw utilizou coroas, estandartes de polvo e cores associadas a Úrsula para transformar duas cartas em partes da mesma fantasia de vitória. Nicolas Ky colocou Ursula’s Lair ao fundo de Jolly Roger – Hook’s Ship.

Esses elementos precisam ser pequenos o suficiente para não disputar atenção com o foco da carta, mas claros o bastante para serem descobertos quando a imagem é observada de perto.
As composições panorâmicas seguem uma lógica semelhante. Cada carta precisa funcionar individualmente dentro do baralho, enquanto a combinação revela um cenário mais amplo.
A chegada da Pixar exigiu uma nova etapa de colaboração
Wilds Unknown marcou a entrada de personagens da Pixar em Disney Lorcana.
A adaptação exigiu colaboração entre a Ravensburger e a Pixar Animation Studios. Mesmo quando o personagem já possui uma aparência conhecida em animação tridimensional, sua representação em uma carta precisa ser ajustada para o estilo visual do TCG e para a situação apresentada.
Isso vale para personagens como Buzz Lightyear, Merida e os integrantes de Os Incríveis. Formas, materiais, expressões e proporções precisam continuar reconhecíveis enquanto são reinterpretados por artistas com técnicas próprias.
Segundo Anna Stosik, a chegada de Toy Story teve participação direta dos diretores de arte e ilustradores, que trabalharam com a Pixar para explorar os personagens em novas aventuras.
Esse procedimento segue a mesma lógica aplicada às produções clássicas da Disney: a interpretação pode ser nova, mas precisa continuar conectada à identidade visual da obra original.
Como acompanhar o trabalho de um artista
A maneira mais direta de descobrir quem ilustrou uma carta é consultar o crédito impresso na parte inferior.
Depois de encontrar o nome, é possível procurar outras cartas do mesmo profissional na galeria oficial, em bancos de dados da comunidade ou nas páginas divulgadas pelos próprios artistas. Muitos deles publicam esboços, estudos e detalhes ampliados depois que as cartas são oficialmente reveladas.
Eventos de Disney Lorcana também podem receber sessões com ilustradores. Nessas ocasiões, a organização pode estabelecer regras específicas para filas, quantidade de itens e autógrafos. A Ravensburger mantém uma política oficial para artistas, enquanto cada evento pode publicar exigências adicionais.
Para catalogar uma coleção por ilustrador, é importante registrar a versão exata de cada carta. Uma organização técnica pode incluir:
- Nome completo e subtítulo;
- Coleção;
- Número de colecionador;
- Idioma;
- Tipo de impressão;
- Tratamento foil;
- Raridade;
- Nome do artista.
Essa separação evita confundir uma carta regular com uma variante que possui arte alternativa.
Cada carta é o resultado de várias etapas
A ilustração de uma carta de Disney Lorcana começa antes do desenho final e continua depois que o artista entrega a imagem.
O tema da coleção precisa ser definido. Cenários e elementos recorrentes recebem regras visuais. Um diretor de arte acompanha a composição. O ilustrador pesquisa o personagem, desenvolve esboços e realiza ajustes. Depois, a arte é integrada à moldura, ao texto e aos acabamentos da impressão.
Por isso, o nome localizado na parte inferior da carta identifica uma contribuição central, mas não representa sozinho todo o processo de produção.
O catálogo do jogo reúne artistas especializados em personagens, ambientes, cores, expressões e cenas narrativas. Alguns trabalham em cartas regulares, outros assumem ilustrações alternativas e vários circulam entre raridades e coleções diferentes.
Observar esses créditos permite entender como um mesmo universo consegue reunir milhares de imagens sem depender de uma única técnica ou de um único traço.
Em Disney Lorcana, cada carta registra duas informações ao mesmo tempo: qual personagem ou acontecimento está sendo representado e quem ajudou a transformar aquela parte da história em imagem.
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