
Review: Kingdom Hearts Collection é aperitivo para Kingdom Hearts 4
Jogar Kingdom Hearts Collection nos transporta de volta a um momento específico de nossas vidas, do qual não gostaríamos de ter saído
inha cabeça vive à base de nostalgia, por isso é difícil dissociar Kingdom Hearts Collection do PlayStation, dos meus tempos de criança no PlayStation 2, por mais que existam títulos que, por muito tempo, permaneceram exclusivos nas plataformas da Nintendo, sobretudo nos portáteis.
Kingdom Hearts talvez seja uma das franquias de videogame pelas quais eu mais tenho carinho, mas meu nível de fã ainda não se iguala ao do meu amigo Vinícius Munhoz, redator aqui do portal, que pode bater no peito e dizer “eu joguei e zerei todos”, como diria o nosso mago, Davy Jones, sobre Resident Evil.
Enquanto Kingdom Hearts IV não chega, projeto que por muito tempo permaneceu trancafiado nos calabouços da Square Enix, sem dar sinal de vida, a empresa japonesa continua espremendo os jogos anteriores até o bagaço. Dessa vez, portando os games que todo mundo já conhece para o Nintendo Switch 2 dentro de Kingdom Hearts Collection.
Kingdom Hearts Collection [I~III]: qualidade e quantidade
Antes de tudo, eu não pretendo detalhar todos os jogos da coletânea Kingdom Hearts Collection como se fossem novos. Até porque já existem incontáveis análises de Kingdom Hearts por aí, sejam em portais ou no YouTube. Meu foco é na experiência que foi poder revisitá-los no videogame híbrido, com o corpo largado na cama após uma exaustiva rotina de CLT.
Até então, os principais jogos de Kingdom Hearts, bem como seus games complementares, estavam disponíveis apenas pela nuvem, o que, convenhamos, não é o meio ideal para desfrutar dos combates frenéticos com a Keyblade. Apesar de ser uma opção cômoda por não ocupar espaço no HD, é um saco depender da estabilidade da internet.
Agora, no Switch 2, o acervo de Kingdom Hearts Collection pode ser jogado praticamente por completo em três jogos: Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 ReMIX, Kingdom Hearts HD 2.8 Final Chapter Prologue e, por fim, Kingdom Hearts III + Re Mind. Ou seja, são sete experiências jogáveis e três compilações cinematográficas, sendo duas delas adaptações de games do Nintendo DS.
![Kingdom Hearts Collection Kingdom Hearts Collection [I~III]](/wp-content/uploads/2026/10/IMG_2253-2.jpg)
Imagem: Flow Games/Victor Teixeira
Rapaz, se você nunca jogou Kingdom Hearts, passear pela jornada de Sora, criação do mestre Tetsuya Nomura, é papo para mais de 300 horas de conteúdo caso você seja resiliente e queira concluir tudo o que os jogos têm a oferecer. É o tipo de coletânea que respeita seu dinheiro e faz valer cada centavo gasto.
Não vou entrar na seara de tentar dar mais contexto da história, pois isso estouraria meu limite de palavras aqui do portal, e você vai encontrar vídeos no YouTube muito mais esclarecedores, que conectam essa salada de frutas de uma forma muito mais clara e, sobretudo, visual (acredite, isso facilita muito o entendimento).
Ter retornado a alguns títulos pela quarta vez, sendo a primeira na versão original, a segunda no PlayStation 4 e a terceira, a mais recente, no PC, me fez perceber que Kingdom Hearts não enjoa. É como assistir a um filme reconfortante, que nos transporta de volta a um momento específico de nossas vidas, do qual não gostaríamos de ter saído.

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira
Modo portátil é a forma definitiva de jogar Kingdom Hearts
Jogar no portátil é, a meu ver, o jeito certo de curtir Kingdom Hearts Collection, isto é, estirado no sofá. Em comparação com a experiência que tive nas versões de PC, jogando em um Steam Deck, os títulos no Switch 2 apresentaram uma performance muito mais estável, em especial em Kingdom Hearts III, ainda que trabalhe com taxas variáveis, podendo causar um certo incômodo em olhos mais exigentes.
Absolutamente todos os jogos da lista de Kingdom Hearts Collection estão com uma boa otimização no portátil da Big N e não devem nada às versões de PS4 e Xbox One. Kingdom Hearts III, o que mais exige do hardware, até por ser o mais novo, foi o que mais me surpreendeu. Pude jogá-lo recentemente em outro portátil e não tive uma experiência tão satisfatória como a do Switch 2.
Enquanto no Steam Deck era preciso jogar com configurações gráficas mais modestas, de médias para baixas, ainda assim com travamentos nas transições de cenas e em momentos demandantes do combate, o Switch 2 se mostrou capaz de entregar uma imagem muito mais limpa e agradável em Kingdom Hearts Collection, sem as quedas brutais que presenciei no Steam Deck, com uma fluidez que, visualmente, parece tentar buscar os 60 fps (apesar de se manter um pouco distante deles em KH3).
![Kingdom Hearts Collection Kingdom Hearts Collection [I~III]](/wp-content/uploads/2026/10/IMG_2251-2.jpg)
Imagem: Flow Games/Victor Teixeira
Não sou o Digital Foundry, tampouco tenho as ferramentas de medição que eles utilizam, mas posso te garantir uma coisa: tanto Kingdom Hearts III quanto os demais títulos da coleção estão “em casa” no Switch 2. Não importa como você jogue, seja na TV ou no portátil, estável foi a palavra de ordem desses ports de Kingdom Hearts Collection.
Devo dizer, no entanto, que não houve qualquer melhoria gráfica (como texturas extras, por exemplo) nem de conteúdo em relação ao PC e às demais versões desses jogos. Nada, zero. Se você pôde jogá-los em outras plataformas, é importante estar ciente de que a sua jogatina será praticamente a mesma, sem tirar nem pôr, com apenas concessões em desempenho. O grande atrativo é justamente poder aproveitá-los deitado na cama ou fora de casa, numa viagem ou a caminho do trabalho.
Vale a pena?
A resposta à pergunta sobre se vale a pena ou não vai depender do quão fã de Kingdom Hearts você é ou do contato que você teve com a franquia no passado. A coletânea Kingdom Hearts Collection por si só, considerando qualidade e quantidade, é um investimento que se paga, mesmo pela ausência de novidades.
Se você, assim como eu, quer reviver as aventuras de Sora antes da chegada de Kingdom Hearts IV, não há melhor forma de se preparar para o quarto capítulo do que as versões de Switch 2. Pelo fato de serem jogos longos, poder progredir um “tiquinho” sempre que sobra um tempo, em qualquer lugar, faz muita diferença.
Analisado no Nintendo Switch 2.
Um código de Kingdom Hearts Collection [I~III] foi fornecido pela Square Enix para a realização desta análise.
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Kingdom Hearts Collection [I~III]
Publisher: Square Enix
Desenvolvedora: Square Enix
Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC
Lançamento: 08/10/2026
Tempo de review: 12 horas
A coletânea por si só, considerando qualidade e quantidade, é um investimento que se paga, mesmo pela ausência de novidades
Prós
- Qualidade e quantidade num mesmo pacote
- Jogos estáveis e visualmente agradáveis
- Jogar no portátil é a melhor experiência possível
- Um aquecimento perfeito para Kingdom Hearts IV
Contras
- Pra variar, sem textos em português do Brasil
- Ocupa metade do armazenamento do Switch 2











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