
Review: Zeenix Pro entrega performance honesta
Apesar de conseguir entregar uma performance decente e rodar bem jogos pesados, o Zeenix Pro tem alguns problemas. Veja o review!
Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
m 2024, de forma surpreendente, a TecToy anunciou que lançaria alguns produtos da linha Zeenix, incluindo dois PCs portáteis. Dessa forma, o Zeenix Pro foi lançado em 2025 com a promessa de rodar títulos de PC podendo ser transportado para qualquer lugar.
O Flow Games recebeu uma unidade do Zeenix Pro para review e, após algumas semanas jogando com ele e realizando outras atividades, conta o que achou. Confira!
Design e acabamento
Em comparação com outros PCs portáteis, o Zeenix Pro é um pouco mais compacto e leve ao pesar somente 573 gramas. Para efeitos de comparação, o PC portátil da TecToy é aproximadamente 200 gramas mais leve que o Steam Deck, além de ser menos “largo” com uma tela de 6 polegadas.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Na maior parte do tempo, utilizei o aparelho em casa no sofá, na cadeira ou na cama e não senti desconforto ou qualquer cansaço mesmo após horas de jogatina.
Em relação aos detalhes do acabamento, o Zeenix Pro aposta em visual mais simples ao mesmo tempo em que traz um apelo gamer com detalhes RGB em suas laterais. A saída de ar fica localizada na parte superior, ao lado dos botões L1 e L2. Além disso, a parte traseira do lado esquerdo também é usada na refrigeração. Enquanto isso pode parecer desconfortável, na verdade o portátil se mantém bem refrigerando e não atrapalha em nada por não jogar ar quente no jogador.


O plástico utilizado no acabamento do Zeenix Pro é de uma boa qualidade e, mesmo ao ter recebido a sua versão branca para testes, eu não tive problemas com o aparelho sujando fácil.
Em relação às conexões, na parte de baixo, o Zeenix Pro traz um leitor de cartões microSD e uma saída de áudio P2, além da porta USB-C. Honestamente, admito que gosto de onde as conexões estão posicionadas, mas preferiria ver a porta USB-C na parte superior, já que muitas docks para PCs portáteis gamers consideram essa posição mais convencional.
Um grande destaque do Zeenix Pro está nos itens extras que seus compradores ganham. A case para fazer o seu transporte, além de deixar os botões protegidos, conta com um espaço em que os jogadores podem guardar cartões SD.


Não somente isso, para facilitar em algumas tarefas, a TecToy também inclui um teclado portátil com direito a um touchpad. Esse item pode até ser mais simples e funciona apenas via cabo, mas ajuda bastante na hora de realizar configurações ou ao ter que digitar algo. O seu único contra está no fato de ele não funcionar sem fio.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
O carregador do Zeenix Pro tem um tamanho mais avantajado, mas conta com um Power Delivery de até 100 W. Na prática, caso leve esse carregador em uma viagem, ele servirá não apenas para carregar o PC portátil, mas qualquer outro dispositivo com uma porta USB-C.
Controles do Zeenix Pro
No que diz respeito aos botões e direcionais, nós temos o mesmo layout visto nos controles do Xbox. Os botões são um pouco menores em comparação a outros portáteis e um pouco mais duros para apertar, mas são bem confortáveis. Já as suas alavancas analógicas são um pouco mais moles, sendo que demorei um pouco a me adaptar, mas se mostraram bem precisas, inclusive obtendo uma média de erro de somente 0,5% no Gamepad Tester. Algo importante a ser frisado é que elas não parecem contar com a tecnologia Hall Effect ou TMR, assim como a maioria dos outros PC portáteis.


O d-pad, que vem no formato de cruz, também é bem confortável e não apresentou qualquer problema nos meus testes em alguns jogos de plataforma. Algo que pessoalmente gostei dele, foi a sensação de clique para cada direção apertada.
Os botões de ombro estão bem posicionados e com um tamanho ideal. Já os gatilhos, que contam com Hall Effect, são bem confortáveis, mas admito que gostaria de uma distância um pouco maior até serem pressionados por completo.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Na parte traseira, o Zeenix Pro traz dois botões extras. Eles estão posicionados em um bom local, mas gostaria que fossem um pouco maiores.
De forma geral, mesmo admitindo ter mãos um pouco grandes, eu não tive problemas com o Zeenix Pro oferecendo um formato mais compacto.
Tela e som
O Zeenix Pro conta com uma tela IPS LCD de 6 polegadas sensível ao toque e resolução Full HD (1920 x 1080 pixels). Com uma resolução alta e um tamanho um pouco mais compacto, a densidade de pixels dela impressiona e a qualidade de imagem é bem agradável.
Mesmo com um painel IPS, eu admito que fiquei bem surpreso com sua qualidade. As cores se apresentam bem vivas, enquanto os tons de preto poderiam ser melhores. Outro ponto positivo é que, mesmo ao usar o aparelho em ambientes bem iluminados ou perto de janelas em dias ensolarados, eu não tive problemas com reflexos, apesar de eles aparecerem de leve na imagem devido a iluminação usada na hora de tirar a foto.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Já na questão do som, o Zeenix Pro não chegou a me surpreender, mas não que isso seja algo negativo. O seu som acaba sendo bem cristalino, mas o volume não é dos mais altos. Além disso, os graves, corretamente, são os elementos que mais marcam presença, mesmo sem causar tanto impacto.
Performance e autonomia
Para a parte do hardware, o Zeenix Pro aposta em uma configuração diferente da que é encontrada em outros portáteis. De forma geral, apesar de alguns problemas, ele dá conta dos jogos mais atuais, mas antes de entrarmos nos detalhes de seu desempenho vamos rever sua configuração:
- AMD Zen3+ Ryzen 7 6800U com 8 núcleos e 16 threads
- 16 GB LPDDR5 a 6400 MHz
- GPU AMD RDNA2 Radeon 680M
- Bateria de 46.2 Wh
Nos testes que realizamos com o Zeenix Pro, a principal intenção foi obter a taxa mais próxima possível dos 60 FPS com uma qualidade gráfica aceitável. Além disso, testes extras foram feitos pensando em uma autonomia maior. Dessa forma, foram realizadas alterações no TDP, resolução e em outros aspectos do jogo, que estão descritas em cada teste.
No LEGO Batman: The Legacy of the Dark Knight foi possível atingir uma média 60 FPS, com quedas até 40 FPS, durante as missões com tudo no baixo, resolução 720p e FSR equilibrado. Ainda nestas configurações, o mundo aberto ficou com uma média de 44 FPS e quedas até 34 FPS. Curiosamente, essas médias ficaram as mesmas com 34 W e 20 W de TDP.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Já em 007 First Light, um dos jogos mais pesados do momento, o Zeenix Pro não chegou perto dos 60 FPS, mas o título da IO Interactive ainda ficou jogável. Com a resolução em Full HD, configurações gráficas no nível baixo e AMD FSR Desempenho, a média foi de 27 FPS, mas a marca dos dos 30 FPS foi ultrapassada algumas vezes. Limitar o TDP do portátil em 20 W ou deixar ele no máximo (34 W) não trouxe alterações na média de FPS, assim como testes com outras resoluções.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
No Pragmata, o Zeenix Pro apresentou uma performance bem interessante. Na resolução 1600 x 900 com o FSR 3 no modo desempenho, a média foi de 58 FPS. Já em Full HD a média cai para 51 FPS. Deixar o portátil com TDP em 34 W ou 20 W alterava a performance em somente 4-5 FPS.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Em Spider-Man Miles Morales, com as configurações gráficas no nível baixo, Full HD e AMD FSR 3 no nível desempenho, a média foi de 54 FPS com algumas quedas para 40 FPS em determinadas partes. Já ao deixar a resolução em 1600 x 900, a média foi para 62 FPS com quedas até a casa dos 50 FPS. Outra opção que funciona bem no Zeenix Pro com esse jogo é ao limitar a sua taxa de quadros pela metade com essas configurações, o que faz rodá-lo com 30 FPS sem quedas.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Já com jogos mais leves, começando com Slay The Spire 2, o Zeenix Pro não teve problemas para rodar o título com 60 FPS na resolução Full HD. Até mesmo com o TDP limitado para 15 W, a performance permaneceu a mesma, mas os ganhos de autonomia não foram animadores.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Streets of Rage 4, um título mais antigo, rodou com uma média de 60 FPS cravada usando configurações gráficas no alto. Nesse caso, mesmo limitando o TDP em 15 W, a média de FPS foi mantida.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Em The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, título da Square Enix com gráficos HD-2D, só foi possível atingir 60 FPS ao deixar suas configurações gráficas no nível baixo com a escala de renderização em 75. Mudar entre 34 W e 20 W quase não deu diferença na taxa de FPS.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
De forma geral, o desempenho do Zeenix Pro foi interessante, chegando até mesmo a surpreender em alguns jogos. Nos títulos mais pesados, apesar de às vezes não alcançar 60 FPS, ele ainda os deixou bem jogáveis e com taxas de quadro superiores aos de PCs portáteis mais antigos, como o Steam Deck, mas ainda atrás de portáteis com o processador Z1 Extreme.
Já um grande problema visto nos testes é que mudar o TDP do Zeenix Pro não altera muito a sua performance, o que deixa espaço para dúvidas se o seu processador e APU são extraídos ao máximo. Além disso, mesmo limitando o TDP, os ganhos em autonomia estão longe de serem expressivos.
Com o TDP em 34 W para rodar títulos AAA, o aparelho não ficou ligado por mais de 40 minutos. Já ao limitar o TDP em 20 W ou 25 W, a bateria aguentou quase 90 minutos. Algo importante a ser ressaltado é que o TDP em 34 W é mais destinado para quem vai usá-lo na tomada para extrair o máximo de desempenho.
Com títulos indies, a autonomia até melhorou, mas o Zeenix Pro ainda ficou um pouco atrás em relação a outros portáteis. O máximo de tempo que foi possível deixá-lo fora da tomada foi por 3 horas e 20 minutos ao usá-lo com um TDP de 15 W.
Algo também importante a ser notado, ainda em relação a autonomia do Zeenix Pro é que, mesmo após carregar sua bateria, ao menos em um episódio ela acabou em menos de 20 minutos com o TDP em 34W. Até entendemos que a duração da bateria deve ser pouca nesse TDP, mas não a ponto de não chegar a 30 minutos.
De forma geral, o desempenho do Zeenix Pro foi interessante, chegando até mesmo a surpreender em alguns jogos. Nos títulos mais pesados, apesar de às vezes não alcançar 60 FPS, ele ainda os deixou bem jogáveis e com taxas de quadro superiores aos de PCs portáteis mais antigos, como o Steam Deck, mas ainda atrás de portáteis com o processador Z1 Extreme.
Já algo que não agradou mesmo foi o controle de TDP, que às vezes parece não liberar ou limitar a performance como o esperado. E com esse ponto não funcionando adequadamente, a autonomia também não pôde ser tão ampliada quanto o esperado.
Software
Na questão do software, o Zeenix Pro traz algumas soluções próprias, mas eu admito que tive uma experiência bem mista. Enquanto algumas ferramentas funcionaram até que relativamente bem, o Windows 11 e a falta de uma personalização maior da TecToy pesaram um pouco.
Para começar, o Zeenix Pro não vem com os aplicativos pré-instalados prontos, mas deixa atalhos na Área de Trabalho para serem abertos e terem sua instalação finalizada, ou ao menos foi assim em nosso caso. Mesmo após ter feito essa instalação dos programas da TecToy, ao menos em minha experiência, por questões do Windows 11, eu tive que baixar o software da AMD manualmente para obter a última versão do driver da GPU.
Enquanto para mim esses problemas são simples de serem resolvidos, admito que algumas pessoas com menos familiaridade com esses tipos de programas podem estranhar isso e não terem a experiência ideal de algo já sair funcionando após configurar seu usuário.
Uma vez feita a instalação desses aplicativos, o Zeenix Hub funciona bem e é iniciado junto com o Windows 11. Ele funciona, basicamente, como um front-end, que reúne os jogos da Steam, Xbox e Epic Games Store em um lugar de fácil acesso. A aplicação é bem simples, mas já puxa as capas dos jogos de forma automática e sem erros. Além disso, a aplicação também permite adicionar jogos e até mesmo aplicativos que não foram puxados.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Nessas horas, algumas vezes, eu tive que reiniciar o Zeenix Pro para tudo voltar a funcionar, mas a culpa aqui pode ser do Windows 11 errando qual aplicativo focar ou prendendo algum comando do controle em outra aplicação.
Já o Zeenix Control Center é um aplicativo que serve para mexer em algumas configurações do Zeenix Pro. Nele é possível limitar o TDP, ativar o CPU/GPU Boost e até mexer na intensidade das ventoinhas. O visual da aplicação é bem simples, mas pelo menos as funcionalidades principais são fáceis de serem compreendidas e poucos toques na tela já mudam o que é necessário.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games
Uma função do Zeenix Control Center que achei bem interessante e extremamente útil foi a de permitir criar um perfil de configuração para cada jogo. Isso, na prática, ajuda bastante, por exemplo, a deixar o TDP pré-configurado para uma melhor ou autonomia e menos ruído para dissipar o calor.
Pelo lado negativo, para o contador de FPS funcionar é necessário instalar manualmente o RTSS (Riva Tuner Statics Server). Até imagino que a aplicação não venha pré-instalada devido a alguma questão com distribuição de sua licença, mas seria bom ter uma ferramenta já pronta para monitorar os FPS durante a jogatina.
Apesar de funcionar bem na maior parte do tempo, eu tive diversos problemas com o Zeenix Control Center para mexer nas configurações e voltar aos jogos, que ficavam minimizados ou perdiam o foco.
Não somente isso, ainda durante os testes dos jogos, o controle do Zeenix Pro deixava de funcionar ou passava a funcionar parcialmente. Em alguns casos, eu também tive problemas com a performance ficando abaixo do normal, sendo necessário reiniciar o portátil para tudo ser normalizado.
Dessa forma, a verdade é que a TecToy trouxe algumas ferramentas que até possuem boas ideias e que funcionam para fazer o básico. Apesar de o Windows 11 também ter lá sua parcela de culpa nesses problemas, os bugs encontrados atrapalham e o processo de uma primeira configuração poderia ser mais simples.
Preço e disponibilidade
O Zeenix Pro foi lançado perto do fim do mês de julho de 2025 e se encontra à venda no site da TecToy por R$ 4.999,99.
Zeenix Pro vale a pena?
O Zeenix Pro traz um acabamento bem feito e até mesmo conta com alguns acessórios que o deixam bem interessante. O seu tamanho eu considero o ideal e a sua pegada ajuda a não cansar mesmo que a jogatina dure algumas horas.
Em relação ao desempenho, o Zeenix Pro não faz feio e dá conta até mesmo de rodar alguns dos títulos mais pesados do momento, mesmo que as configurações gráficas precisem estar com tudo no baixo. Apesar disso ser algo bom, o fato do seu controle de TDP não funcionar tão bem dá a sensação de que ele poderia entregar ainda mais.
Já algo negativo no Zeenix Pro é a sua autonomia, que fica abaixo de outros portáteis. Enquanto pouco mais de 3 horas pode ser aceitável para jogar títulos indie, tive casos de ligar o portátil, tentar achar uma configuração para o jogo e logo ter que colocá-lo via cabo.
Além dessas questões e uns bugs no sistema que prejudicam a experiência, o preço do Zeenix Pro pode ser considerado um pouco elevado em comparação com portáteis que trazem o Z1 Extreme. Ainda assim, pela performance que oferece quando tudo contribui para um cenário positivo, ele chega a ser uma opção interessante, principalmente ao lembrar da garantia que a TecToy oferece.

Zeenix Pro
O Zeenix Pro consegue entregar uma performance interessante até mesmo para alguns jogos pesados, mas problemas de autonomia e bugs no software atrapalham a experiência
Prós
- Tela Full HD IPS que entrega boas cores
- Performance aceitável até mesmo em jogos pesados
- Botões, analógicos e formato confortável
Contras
- Problemas com autonomia
- Controle de TDP não escalona bem
- Bugs com softwares e Windows 11











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